Compras continuam em alta no final do ano com datas comemorativas e estratégia com creators pode ser um ótimo aliado para aumentar vendas
Já pensou em contratar creators e influenciadores para bombar nas vendas do final de ano? A estratégia tem tudo para dar certo. Afinal de contas, as campanhas que as celebridades estrelam funcionam como provas sociais e geram desejos de consumo.
Aliás, já conhecendo bem toda essa influência que exercem no mercado, essas personalidades enxergaram a oportunidade de vender produtos próprios, e não apenas divulgar marcas. Por exemplo: Virgínia Fonseca com a WePink e Julia Petit com a Sallve e a Contém1G.
Sem contar nas collabs e licenciamentos. Nesse contexto, o influenciador dá seu nome a uma linha de produtos de marcas já conhecidas. São os casos da Nike com Michael Jordan e da Océane com Mari Saad.
Interessou-se pelo assunto e quer saber como aproveitar todo o poder dos creators e influenciadores na temporada de férias, natal e reveillon? Escrevemos um artigo completinho sobre o assunto. Continue a leitura para saber mais!
Marketing de influência: o que é?
Em primeiro lugar, o marketing de influência nada mais é que uma abordagem estratégica que envolve a colaboração entre marcas e personalidades da internet. Com essas pessoas já uma audiência própria que confia em suas opiniões e recomendações, fazer parcerias com elas é uma forma de capitalizar essa influência, entende?
Mais: o marketing de influência não se baseia apenas em anúncios pagos ou promoções diretas das marcas. Em vez disso, busca estabelecer uma conexão mais autêntica e genuína com os consumidores, aproveitando a relação de confiança que os influenciadores desenvolveram com suas comunidades online. Legal, né?
Só para aproveitar o ganho, os reviews também tem esse poder, viu? Saiba mais: Como os reviews influenciam as vendas no e-commerce.
Influenciador: por que apenas divulgar se dá para vender?
Faturar para divulgar outras marcas é bom. Agora, já pensou se os criadores de conteúdo pudessem ganhar com a venda desses produtos? Pois bem, pensando nisso, muitos influencers identificaram uma oportunidade para faturar ainda mais.
Em outras palavras, em vez de usar toda a influência para vender para outras empresas, eles resolveram usar essa credibilidade para comercializar produtos próprios.
No mercado de beleza existem diversas blogueiras que lançaram marca própria. Por exemplo: Mari Saad, Mari Maria, Bruna Tavares, Joyce Kitamura, Francine Ehlke, Karen Bachini e por aí vai.
Aliás, um dos casos mais marcantes de influencers com marca própria é a Bianca Andrade que entrou no BBB para divulgar a Boca Rosa Beauty. E deu muito certo, viu? Afinal de contas, os espectadores viam a celebridade chorando com a maquiagem intacta e isso gerou um buzz bem legal.
Veja também: O que é buzz marketing e como aplicá-lo
Parceira vs. concorrência
À primeira vista, até parece que esse movimento pode gerar uma certa indisposição entre anunciantes e influenciadores, não é mesmo? Por exemplo: não faz sentido a Karen Bachini fazer publis para outras marcas de maquiagem, sendo que ela tem produtos próprios. Isso gera um certo conflito de interesses, entende?
Na verdade, não é bem assim. Isso porque em vez de fazer apenas anúncios, esses influenciadores podem pensar em collabs para alcançar um público ainda maior. Maria Maria e Bruna Tavares, por exemplo, já anunciaram uma coleção em conjunto que será lançada fora do Brasil.
De toda forma, os influenciadores continuam relevantes para as marcas, independentemente de ter marca própria ou não. Um influenciador sócio de uma empresa de roupas, por exemplo, pode fazer parcerias com lojas multimarcas, de acessórios, de calçados e por aí vai.
Empresa: vale a pena patrocinar creators e influenciadores nas vendas de final de ano?
Depende! Conforme já falamos por aqui, o marketing de influência funciona, mas a estratégia precisa ser bem estruturada para render resultados positivos para a marca. Entenda!
Vantagens
Um dos maiores benefícios de investir em criadores de conteúdo e influenciadores é o alcance. Afinal de contas, as celebridades costumam ter uma audiência bem significativa e leal.
Portanto, ao patrocinar creators, é possível aproveitar esse alcance para atingir novos públicos e potenciais clientes. Tem mais vantagens:
- Engajamento: como os seguidores confiam nas recomendações dos influenciadores, o envolvimento com as campanhas costuma ser maior;
- Conteúdo criativo: influenciadores são especialistas em criar conteúdo envolvente. Logo, a marca se beneficia de conteúdos únicos e atrativos para promover produtos e serviços durante a época de compras natalinas e de final de ano;
- Diferenciação da concorrência: a associação com influencers pode tornar as ofertas mais notáveis e atraentes para os consumidores.
Desvantagens
De modo geral, patrocinar influenciadores não é nada barato, especialmente personalidades mega relevantes e com um grande número de seguidores. Nesse contexto, empresas menores podem enfrentar dificuldades para competir em pé de igualdade com grandes marcas, entende?
Mas não é só isso. Veja só mais alguns empecilhos da estratégia:
- Autenticidade desafiada: a veracidade costuma ser questionada pelo consumidor se a mensagem não estiver alinhada com os valores e interesses do influenciador;
- Saturação de anúncios: durante as compras de final de ano, os consumidores são bombardeados com promoções e ofertas, e a mensagem da empresa pode se perder em meio à multidão.
De toda forma, vale lembrar que, apesar das dificuldades, é possível investir em ações com influenciadores e arrasar nas vendas. A seguir, vamos dar algumas dicas nesse sentido. Olha só!
Mão na massa: como criar uma campanha de sucesso?
Antes de olhar para fora e investir pesado em divulgação, nossa recomendação é fazer uma análise interna do seu negócio.
Pensa bem: para escolher os creators mais influentes entre os seus consumidores, por exemplo, é necessário entender muito bem os desejos, necessidades e preferências dos clientes, não é mesmo?
Outro fator importante é o orçamento. O marketing de influência é uma estratégia de mídia paga e você precisa definir o valor que pode gastar com a campanha para não entrar em apuros financeiros.
Esclarecimentos feitos, veja, a seguir, como investir em ações com creators e influenciadores em campanhas de vendas.

Envie press kits ou presentes para os influenciadores
Em primeiro lugar, o press kit é um conjunto de materiais preparados pela empresa para fornecer informações relevantes sobre produto, serviço, evento ou iniciativa. O objetivo principal de um press kit é facilitar a cobertura de mídia e aumentar a visibilidade da entidade junto a jornalistas, blogueiros, influenciadores e outros membros da imprensa.
Quer um exemplo prático para entender melhor? Imagine que você vende enxoval para bebê personalizado. Você pode fazer alguns kits e enviar para influenciadores relevantes que estão prestes a serem papais ou mamães. Aliás, é legal incluir no pacote uma cartinha escrita à mão com dados de contato da empresa, como URL do e-commerce ou usuário no Instagram.
O legal disso tudo é que esses mimos podem render uma divulgação espontânea. Daí, os custos da ação ficam limitados ao valor do produto e os custos de envio.
De toda forma, vale lembrar que isso não obriga o influenciador a falar sobre a sua marca, viu? Mas não custa nada tentar, não é mesmo?
Vale a leitura: Geração Alpha — saiba como crianças nascidas a partir de 2010 podem influenciar o seu negócio
Escolha personalidades alinhadas aos valores da sua marca
Voltando ao exemplo do enxoval, se o influenciador eleito não tem filhos, nem pretende ter, não faz sentido contratá-lo para campanhas, entende? Mais: um creator voltado para universo vegano não vai topar fazer anúncios de produtos que usam matéria-prima de origem animal.
Sendo assim, pesquise influenciadores cujo estilo, valores e audiência estejam alinhados com a identidade da sua marca. Avalie também se as mensagens anteriores e o tipo de conteúdo que compartilham se encaixam no tom desejado para a campanha.
Ainda assim, é fundamental ficar de olho na relevância que essas personalidades têm nas redes. E olha: não estamos falando apenas do número de seguidores não, viu?
O ideal mesmo é observar o engajamento da audiência. Se você atua em um mercado bem nichado, faz mais sentido investir em microinfluenciadores. Isto é, eles não são tão grandes em número de seguidores, mas podem ter um maior poder de influência com um público bem específico.
Invista em diversificação
Não adianta fazer parceria com um único influenciador e esperar a magia acontecer, viu? De acordo com dados de uma pesquisa realizada pela Squid — empresa especializada em marketing de influência — quanto mais influenciadores você contratar, melhores serão os seus resultados. Ainda conforme o estudo, a quantidade ideal gira em torno de 11 a 20 creators.
Mesmo assim, vale lembrar que esse número vai depender do orçamento disponível e dos objetivos da campanha. Se o propósito for aumentar a visibilidade da marca, pode ser benéfico envolver um maior número de influenciadores com alcances diversos. Se o foco for impulsionar as vendas, influenciadores com histórico comprovado de conversões podem ser mais prioritários.
Mais: é fundamental pensar em diversidade e inclusão. Sendo assim, busque por representantes de diferentes grupos étnicos, culturais, de gênero, orientações sexuais, idades, capacidades físicas e por aí vai.
Influenciadores diversos trazem uma variedade de experiências de vida para suas narrativas. Isso enriquece as histórias contadas nas campanhas, tornando-as mais envolventes e relevantes para uma audiência diversificada.
Defina a duração da campanha
Campanhas que usam o gatilho mental de urgência são ótimas para influenciar o consumidor a comprar um produto e acelerar o processo de decisão de compra. No entanto, não podemos negar que os clientes precisam de tempo para amadurecer a ideia é engajar com as campanhas.
É por isso que as colaborações durante esta época de fechamento do ano podem começar a criar expectativas uns 20 dias antes das datas principais, como Natal e Revéillon.
Faça parcerias para lives
As transmissões ao vivo são bem legais porque proporcionam uma interação direta e imediata com a audiência. Os consumidores adoram esse tipo de conteúdo porque podem criar conexões mais próximas com os influenciadores que tanto admiram.
Só para você ter uma ideia do sucesso, vamos trazer as lives da Virgínia Fonseca como case. Em uma transmissão ao vivo que durou mais de 12 horas, por exemplo, a influenciadora já faturou R$ 15 milhões em vendas.
Que tal se inspirar na ação e planejar lives com influenciadores como host? Na oportunidade, eles podem apresentar produtos, demonstrar a forma de uso, responder dúvida e criar um engajamento mais profundo. Aliás, como o foco é a Black Friday, a live precisa estar recheada de ofertas tentadoras, combinado?
Saiba mais: O que é live commerce e como vender mais com a estratégia.
Consumidor: dá para confiar 100% nesse pessoal?
Veja bem: a publicidade feita pelos influenciadores é uma propaganda como qualquer outra. Em outras palavras, a marca paga e o creator produz a campanha conforme combinado.
De modo geral, influenciadores de confiança são bem criteriosos ao aceitar as parcerias. Muitos deles só aceitam indicar itens que, pelo menos, já testaram e gostaram da experiência. Afinal de contas, a associação com marcas duvidosas pode colocar toda a credibilidade que eles conquistaram em cheque.
Por outro lado, tem muito influenciador por aí que não se preocupa com qualidade e segurança. Existem casos também de golpes, onde criminosos usam indevidamente imagens de pessoas famosas para promover publicidades falsas.
De qualquer maneira, é natural que a gente se pergunte se a #publi é real. Confira a seguir algumas dicas para não cair em ciladas:
- investigue a reputação da empresa no Reclame AQUI;
- leia reviews dos produtos;
- não clique em links desconhecidos;
- não compartilhe informações pessoais e dados bancários;
- desconfie de ofertas boas demais para serem verdades;
- entre em contato com a marca por meio de canais oficiais para perguntar se a ação promocional existe de verdade.
- pesquise sobre a reputação do influencer: leia os comentários postados nas redes sociais, investigue quanto tempo a personalidade atua, com quais marcas já trabalhou etc.
Com esses cuidados, você pode fazer compras com segurança.
Conclusão
Contratar creators e influenciadores nas compras que fecham o ano é uma boa estratégia para aumentar o alcance de suas ações, criar conexões com o público e vender mais. Mas olha: tem que agir de forma estratégica, viu? Nesse contexto, entram os cuidados na escolha de influenciadores alinhados aos propósitos da marca.
Gostou do nosso artigo? Que tal ver mais algumas dicas para potencializar ainda mais seus resultados? Leia mais um artigo e descubra os erros e acertos nas estratégias de ações sazonais
