A NRF Retail’s Big Show é um dos eventos mais importantes da indústria do varejo e consagrou o Reclame AQUI como uma das 20 marcas mais influentes da América Latina. Conheça as tendências de mercado para 2024
No dia 16 de janeiro, o Reclame AQUI foi consagrado como uma das 20 marcas mais influentes do varejo da América Latina. O anúncio foi feito em Nova Iorque em um dos eventos mais importantes da indústria de varejo e consumo do mundo: a NRF Retail’s Big Show. Só para esclarecer, o evento aconteceu entre os dias 14 e 16 de janeiro e reuniu mais de 40 mil especialistas e 6,2 mil marcas.
Mas esse não foi o único destaque do evento não, viu? Na oportunidade, os maiores experts do mercado deram palestras para falar sobre as principais tendências do setor. E é sobre isso que vamos falar neste artigo. Olha só!
Em primeiro lugar, o que é NRF Retail’s Big Show?
É uma conferência anual organizada pela National Retail Federation (NRF) — em português, Federação Nacional de Varejo, dos Estados Unidos. O evento acontece há mais de 100 anos no mês de janeiro, em Nova Iorque.
O objetivo da conferência é compartilhar insights, discutir desafios comuns, falar sobre tendências e explorar soluções inovadoras para o mercado de varejo e consumo. Aliás, vários experts do mundo corporativo colaboraram no evento. Veja só os principais nomes:
- Magic Johnson: lenda da NBA, presidente e CEO da Magic Johnson Enterprises;
- Drew Barrymore: apresentadora, atriz e cofundadora Marcas Barrymore;
- John Furner: presidente e CEO do Walmart U.S. e do Conselho da NRF;
- Raj Subramaniam: presidente e CEO da FedEx;
- Michelle Gass: presidente da Levi’s;
- Bob Eddy: presidente e CEO BJ’s Wholesale Club;
- Steven Williams: CEO da PepsiCo Foods América do Norte;
- David Kimbell: CEO da Ulta Beauty;
- Harley Finkelstein: presidente da Shopify;
- Steve Liesman: repórter sênior de economia da CNBC
- Stephanie Linnartz: presidente e CEO da Under Armour
- Carla Vernón: CEO da The Honest Company;
- Martha Stewart: empresária e criadora da Martha Stewart Living Magazine;
- James Daunt: CEO da Barnes & Noble.
Quais foram as principais tendências levantadas na NRF24?
Veja bem: foram três dias de palestras e exibições que trouxeram diversos highlights para indústria de varejo e consumo. A seguir, vamos listar quais foram as principais tendências levantadas no evento. Confira!

Aplicações práticas da Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial já está na pauta da NRF há anos. No entanto, em 2024, a inovação foi protagonista durante todos os dias do evento. E a razão é simples: a IA não tem mais aquele ar de ficção científica e tecnologia futurista. O futuro é agora e a tecnologia já é usada para aprimorar o varejo em diversos aspectos.
Além do mais, a inovação é tendência em quase todas as indústrias. Sendo assim, a conferência deste ano trouxe algumas aplicações práticas da Inteligência Artificial, como:
- inteligência de dados: os dados são o combustível da IA. Sendo assim, a tecnologia reúne informações úteis sobre os consumidores e o mercado para, de fato, conseguir aplicar a Inteligência Artificial nos negócios;
- hiperpersonalização: a personalização sobe de nível e vai além das mensagens segmentadas. Com uma compreensão ainda mais profunda sobre os desejos e necessidades individuais, é possível oferecer experiências, de fato, únicas ao consumidor em cada ponto de contato;
- eficiência operacional: a tecnologia pode ser usada para automatizar tarefas repetitivas e otimizar as operações de logística, gestão de estoque, experiência do cliente, marketing e por aí vai.
Mas olha: apesar de todos os benefícios, o evento também trouxe alertas importantes sobre a adoção da Inteligência Artificial no negócio, viu? Afinal de contas, não basta usar a tecnologia para otimizar as operações: é necessário que a estratégia esteja alinhada aos valores da empresa.
Ainda tem a questão da confiança do cliente. Soluções de privacidade, segurança cibernética, gestão de riscos, entre outras políticas de governança de dados são fundamentais para deixar o consumidor mais confortável com o uso da tecnologia.
Consolidação do retail media
Em primeiro lugar, retail media nada mais é que estratégias de publicidade e marketing direcionadas especificamente para os canais de varejo, sejam eles físicos ou online. A proposta é aproveitar os pontos de contato com os consumidores durante o processo de compra, transformando o próprio ambiente de varejo em uma plataforma publicitária.
A grande questão aqui é que estamos na era de ouro do retail media. Veja só alguns pontos importantes levantados pelos especialistas na NRF24:
- crescimento do retail media: o setor já alcançou um certo grau de maturidade. A expectativa da Nielsen é que o mercado brasileiro movimente cerca de R$ 1,6 bilhão em 2024–20% se comparado a 2023;
- acessibilidade tecnológica: com preço de telas e da tecnologia mais acessíveis, marcas conseguem expandir o retail media aos ambientes físicos;
- interatividade e vitrines atraentes: o uso de tecnologias como realidade aumentada (AR) ou realidade virtual (VR) cria experiências imersivas que vão além da simples exibição de produtos;
- engajamento: mensagens e experiências que vão além das transações comerciais tendem a estabelecer uma conexão emocional e duradoura com os consumidores.
Reinvenção das lojas físicas
Já vamos adiantar que essa tendência vai ao encontro do retail media que acabamos de mencionar. Afinal de contas, na NRF, especialistas afirmaram que “o varejo físico é a nova TV”.
Nesse contexto, as marcas criam espaços não só para exibir produtos, mas também para transmitir propósitos. É uma espécie de santuário com uma abordagem mais holística, na qual a experiência do cliente e a identidade da marca são integradas às estratégias de retail media, entende?
Aliás, essa modernização é necessária para acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor. Como case de sucesso, foi até apresentado a reinvenção das lojas físicas promovida pela Nike, que criou comércios específicos só para a linha Jordan. O objetivo da ação foi criar canais diretos de relacionamento entre a marca e o consumidor, além de agregar valor aos produtos.
Fortalecimento do Unified Commerce
Só para esclarecer, Unified Commerce quer dizer Comércio Unificado (em tradução literal). Na prática, é uma abordagem integrada e consistente para oferecer uma experiência de compra contínua aos consumidores, independentemente do canal ou ponto que escolham interagir com a marca.
A estratégia visa eliminar as barreiras entre os ambientes online e offline, proporcionando uma jornada de compra fluida e unificada. Veja só alguns pontos-chave relacionados ao Unified Commerce:
- omnichannel;
- experiência do cliente contínua;
- centralização de dados;
- estoques integrados;
- cadeias de suprimentos inteligentes;
- tecnologia habilitadora;
- flexibilidade e adaptabilidade.
Vale a leitura: Phygital e a experiência do consumidor.
Foco na gestão employee-centric
Muito se fala na cultura customer-centric que coloca o consumidor no centro de todas as estratégias do negócio. Por exemplo: temos o uso da Inteligência Artificial e o comércio unificado para melhorar a experiência do consumidor.
Mas pensa bem: para garantir um serviço de excelência ao cliente, é fundamental contar com o suporte de funcionários felizes e capacitados, não é mesmo? É por isso que a NRF24 propôs também uma abordagem employee-centric.
Ao colocar o funcionário no centro de tudo, é possível levantar a moral dos colaboradores, aumentar o engajamento, o envolvimento e gerar mais autonomia daqueles que representam a marca. Ao melhorar a qualidade do trabalho, os consumidores são impactados com experiências bem mais significativas e consistentes.
Veja também: Endomarketing — o que é, qual a importância e como aplicar.
Adoção de práticas sustentáveis
É bem clichê dizer que a Geração Z e a Geração Alpha cresceram em um mundo globalizado e conectado. Mas, de fato, esse novo contexto os tornou mais conscientes dos desafios ambientais e sociais. Logo, essas gerações demonstram um interesse ativo em questões como mudanças climáticas, proteção ambiental, justiça social e responsabilidade corporativa.
Aliás, a chegada desses consumidores ao mercado de consumo exigiu mudanças significativas das marcas. Pensa bem: se você não integrar práticas sustentáveis ao seu negócio, perderá a oportunidade de fazer negócios com esse perfil de público, concorda?
Mas olha: a questão da sustentabilidade vai além da atração de consumidores conscientes, viu? Na verdade, essa é uma necessidade para garantir a sobrevivência do planeta no longo prazo e promover relações comerciais mais justas. Sem contar na economia de custos e, por consequência, no aumento do faturamento do negócio.
Nesse contexto, podemos citar as seguintes estratégias:
- logística reversa: recolher, reciclar e reutilizar produtos para reduzir desperdício e minimizar os impactos ambientais do descarte;
- construção da identidade da marca: comunicar de forma transparente as práticas e valores sustentáveis adotados pela empresa para gerar conexões com os consumidores;
- flexibilidade e inovação.
Saiba mais: Dicas para tornar seu negócio mais sustentável.
Inflação impulsionando o recommerce
O recommerce nada mais é que um modelo de negócios baseado na compra e venda de produtos usados, reciclados ou reembalados. Essa tendência vai ao encontro do crescente interesse na sustentabilidade e no consumo consciente.
Nesse contexto, o recommerce estende a vida útil dos produtos, reduzindo a quantidade de resíduos e a demanda por novas matérias-primas. Além disso, enquanto o comércio tradicional muitas vezes segue um modelo linear — produção, uso e descarte —, o recommerce faz parte da economia circular, incentivando a reutilização e reciclagem de produtos.
Tem mais: em meio a crises econômicas e cenário de alta inflação, os consumidores recorrem aos itens usados e recondicionados devido aos preços mais acessíveis.
Aliás, por falar em economia, essa estratégia também pode ser benéfica para as empresas com o reuso de matérias-primas. Ou seja, dá para investir em programas para incentivar a devolução de itens danificados em troca de descontos ou vantagens nas próximas compras. Que tal?
Devoluções sem obstáculos como estratégia de fidelização
Trocas e devoluções são inevitáveis — especialmente no e-commerce, pois o consumidor não tem a possibilidade de experimentar ou ver o produto de pertinho. Aqui no Brasil, existe o Direito de Arrependimento que garante ao consumidor a devolução de um item sem indícios de uso em até 7 dias após a compra.
Nos Estados Unidos, os prazos são ainda mais longos. Segundo dados apresentados na NRF, em 2023, foram devolvidos cerca de US$ 743 bilhões em mercadorias. O valor é equivalente a 14,3% das vendas. É claro que isso impacta negativamente o faturamento do varejo. Mas olha: apesar dos números alarmantes, dificultar a vida do consumidor não é uma boa ideia, viu?
Na verdade, o processo de troca e devolução sem fricção foi apontado pelos especialistas como uma estratégia de fidelização. Segundo o CEO da FedEx — maior empresa de transportes do mundo — cerca de 96% dos consumidores afirmam que voltam a fazer negócios com marcas com uma política de devolução fácil.
Sendo assim, simplificar o processo é o melhor caminho para deixar o consumidor mais seguro e aumentar as vendas. Lembre-se ainda de que, com o uso de tecnologias especializadas, é possível acelerar a volta dos itens para as prateleiras e evitar os prejuízos do e-commerce.
Marca como um dos ativos mais importantes
“A marca é um dos seus ativos mais importantes. E se você não tiver uma marca forte, como o resto, será muito, muito difícil.” A frase icônica é da Michelle Gass, presidente da Levi’s. Aliás, nós do Reclame AQUI concordamos em gênero, número e grau.
Afinal de contas, sempre gostamos de bater na tecla que uma marca forte proporciona reconhecimento imediato, cria uma identidade única e constrói confiança para as empresas.
Especialmente em um mercado competitivo, onde os consumidores são bombardeados por diversas opções, uma marca impactante se diferencia no mercado, sabe?
Além do mais, marcas bem estabelecidas têm maior probabilidade de criar lealdade entre os clientes e conquistar indicações espontâneas.
Sem contar no brand equity. Empresas que investem em estratégias de construção de marca conseguem aumentar seu valor no mercado.
Tem ainda a questão da percepção de qualidade. Os consumidores tendem a atribuir qualidade e credibilidade a produtos e serviços de empresas conhecidas, o que pode influenciar suas decisões de compra.
Moral da história: a marca é um ativo valioso porque vai além de um simples nome ou logotipo. Ela representa a reputação, a promessa e a experiência que uma empresa oferece aos seus clientes, desempenhando um papel crucial no sucesso e na longevidade dos negócios.
Vale a leitura: Calculadora de reputação — saiba como evoluir a reputação no Reclame AQUI.
Recapitulando…
Por fim, a NRF Retail ‘s Big Show 2024 reuniu renomados especialistas, líderes corporativos e marcas para discutir as principais tendências do setor. Entre os principais destaques estão: Inteligência Artificial, retail media, reinvenção das lojas físicas, Unified Commerce, gestão employee-centric, sustentabilidade, recommerce, devoluções facilitadas e o poder das marcas.
Gostou do nosso artigo e quer se aprofundar no universo da estratégia de marca? Então, leia mais um artigo e saiba como fortalecer o branding com a ajuda do Reclame AQUI.
