O Open Finance, sistema que permite o compartilhamento de dados financeiros entre bancos de forma segura, dão autonomia ao consumidor e facilita transações
Aumento da bancarização, fintechs, digitalização de serviços bancários, Inteligência Artificial, análise de dados, segurança cibernética, sustentabilidade, financiamento responsável e por aí vai. O setor bancário experimenta uma série de transformações que redefiniram a forma como elas operam. O Open Finance é uma delas.
Apesar de o tema já estar em pauta há um tempo, só agora a solução chegou ao consumidor final. Aliás, a ideia central da tecnologia é o compartilhamento seguro de dados financeiros dos consumidores entre diferentes instituições. O objetivo é melhorar a experiência do cliente com ofertas cada vez mais personalizadas.
Interessou-se pelo assunto e quer saber mais sobre o Open Finance? Preparamos um artigo completo sobre o assunto. Confira!
O que é Open Finance?
De maneira resumida, o Open Finance — ou sistema financeiro aberto — é um sistema que permite o compartilhamento seguro de dados financeiros dos consumidores entre diferentes instituições.
Essa distribuição de informações é feita por meio de APIs e só é concretizada com o consentimento do cliente. Nesse pacote, entram dados de contas bancárias, cartões de crédito, empréstimos, investimentos, seguros, entre outros.
Open Finance vs. Open Banking
Apesar de os termos serem usados como sinônimos, não é tudo a mesma coisa. Veja bem: o Open Banking nada mais é que o compartilhamento de dados bancários entre diferentes instituições. Só para esclarecer, o sistema foi implementado oficialmente em fevereiro de 2021.
Já o Open Finance vai além, e envolve outros serviços financeiros, como seguros e investimentos. Logo, ele fornece uma visão mais abrangente da vida financeira dos usuários. Em 2022, oficialmente, o nome do sistema financeiro aberto deixou de ser Open Banking e começou a ser chamado de Open Finance. Moral da história: o Open Banking evoluiu para o Open Finance.
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Como o Open Finance funciona, na prática?
Com o Open Finance, o poder está todo nas mãos do consumidor — seja ele pessoa física ou jurídica. Isto é, o cliente escolhe se quer ou não compartilhar informações financeiras, quais dados ele deseja compartilhar e quais instituições financeiras estão autorizadas a acessá-los.
Veja o passo a passo para entender melhor como o sistema funciona.
Consentimento
O consentimento nada mais é que a autorização expressa do consumidor para o compartilhamento dos seus dados. Para fazer isso, basta procurar pela opção de Open Finance ou Open Banking no aplicativo do banco e seguir o passo a passo sugerido. Lá, você escolhe com qual instituição deseja compartilhar seus dados e até determina um prazo de consentimento.
De toda forma, o usuário pode voltar atrás a qualquer momento e pausar o compartilhamento. Mais: o consumidor não paga nada para aderir ao Open Finance.
Autenticação
Após escolher a instituição de origem dos dados, o cliente é direcionado para a página do outro banco. Em seguida, é necessário acessar a conta com usuário e senha para continuar com o compartilhamento.
Confirmação
Ao acessar a conta, logo aparecerá o termo de autorização para o compartilhamento dos dados. Basta autorizar e pronto.
Efetivação
Após a autorização, o usuário será redirecionado de volta para a página da instituição de origem. Na tela, aparecerá a confirmação de que o compartilhamento de dados foi realizado com sucesso, e o banco poderá usar as informações para personalizar a experiência do cliente.
Quais são os benefícios do Open Finance para o setor bancário?
Muito se fala por aí que os dados são o ouro da era digital. De fato, quem tem informação tem tudo. Para os bancos, ter acesso a essas informações é fundamental para aperfeiçoar seus produtos e serviços. A seguir, vamos listar alguns benefícios do Open Finance. Confira!
Empoderamento do consumidor
Com o Open Finance, os consumidores ficam com o controle de seus próprios dados financeiros. Isto é, finalmente, o cliente foi colocado no centro das estratégias e, agora, ele pode escolher com quem quer compartilhar suas informações.
Então, as instituições financeiras que oferecem as melhores condições e experiências conquistam a preferência do consumidor.
Inovação e competitividade
Com o acesso aos dados dos consumidores, as instituições financeiras são incentivadas a inovar para criar produtos e serviços personalizados que atendam melhor às necessidades de seus clientes. Isso aumenta a competitividade no setor e beneficia o consumidor final.
Veja também: Diferencial competitivo — 8 dicas para destacar a sua empresa.
Eficiência operacional
Processos automatizados e o uso de dados em tempo real reduzem a necessidade de burocracia e papelada, agilizando transações e melhorando a precisão. Dessa forma, é possível reduzir custos e garantir um serviço mais rápido para os clientes.
Qual é a importância da transparência e da confiança no Open Finance?
Transparência e confiança também são benefícios do Open Finance. Mas resolvemos abrir um tópico para falar só sobre o assunto porque é um dos pontos mais importantes do sistema de compartilhamento de dados.
O Open Finance promove uma maior transparência, pois os consumidores têm uma visão consolidada de suas finanças e podem comparar facilmente os serviços oferecidos por diferentes instituições. Aliás, a transparência é um elemento crucial para construir confiança, especialmente no setor bancário.
E para garantir a lisura do processo de compartilhamento, armazenamento e tratamento de dados, as instituições financeiras precisam adotar algumas medidas de segurança. Veja alguns exemplos!
Tratamento dos Dados
Antes de tudo, vale esclarecer que o tratamento adequado dos dados é essencial para proteger a privacidade dos consumidores. Nesse contexto, as instituições financeiras devem obedecer à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para garantir que os dados sejam utilizados apenas para os fins consentidos pelos consumidores.
Segurança de dados
Uma abordagem robusta de cibersegurança é necessária para que os dados não sejam vazados e utilizados de maneira indevida. E como medidas de segurança, vale investir em tecnologias avançadas como a autenticação multifator, a inteligência artificial para a detecção de fraudes e a realização de auditorias regulares de segurança.
Confira também: Como o Reclame AQUI ajuda na proteção contra golpes?
Consentimento do uso dos dados
Conforme já mencionamos várias vezes por aqui, o consentimento explícito dos consumidores é um dos pilares do Open Finance. Então, os bancos devem ser transparentes sobre como os dados serão utilizados e garantir que os consumidores possam revogar esse consentimento a qualquer momento. Isso fortalece a confiança e garante que os consumidores mantenham o controle sobre suas informações.
Como criar um ecossistema ainda mais seguro para o consumidor?
Segurança é coisa séria. Os ataques cibernéticos estão cada vez mais frequentes e o setor financeiro precisa investir em tecnologia para detectar as ameaças precocemente e lidar com elas de maneira efetiva.
Aliás, o assunto foi pauta do RA Trust Talks. Saiba mais: Bancos e financeiras — segurança e experiência do cliente no setor financeiro.
De toda forma, para criar um ecossistema ainda mais seguro para o consumidor, é importante investir nas seguintes estratégias.
Educação financeira
A educação financeira é o processo de aprender e entender conceitos e habilidades fundamentais para gerenciar o seu dinheiro de maneira eficaz. Isso inclui o conhecimento sobre como fazer um orçamento, economizar, investir, gerenciar dívidas, planejar o futuro financeiro e por aí vai.
Ao adquirir todo esse conhecimento, o consumidor se torna capaz de tomar decisões financeiras informadas, melhorar seu bem-estar econômico e alcançar seus objetivos financeiros. Nesse contexto, a educação financeira é fundamental para os consumidores compreenderem os benefícios e os riscos associados ao Open Finance.
Nesse contexto, é legal promover programas de educação que informem os consumidores sobre como gerenciar suas finanças de forma eficaz. Além do mais, vale compartilhar informações de como aderir ao Open Finance com segurança por meio de workshops, webinars, materiais educativos online, campanhas de conscientização, entre outros.
Governança de dados
Governança de dados é um conjunto de práticas, políticas, procedimentos e estruturas organizacionais para gerenciar, controlar e proteger os dados de uma empresa. Ela garante que os dados sejam precisos, confiáveis, seguros e acessíveis para quem precisa deles. Ao mesmo tempo, mantém a conformidade com regulamentações e padrões internos e externos.
Aliás, no sistema Open Finance, uma governança de dados eficaz é vital para assegurar a qualidade e a segurança dos dados compartilhados. Sendo assim, as instituições precisam implementar políticas claras de governança para definir como os dados serão gerenciados, protegidos e utilizados. Pode ser por meio da criação de comitês de governança de dados, a realização de auditorias regulares, a adoção de melhores práticas de gestão de dados, entre outros.
Aprimoramento das jornadas e experiências
Conforme já falamos por aqui, com o Open Finance, a qualidade da experiência do cliente será determinante. Afinal de contas, como o consumidor está com o poder nas mãos, eles escolherão com quais instituições vão se relacionar.
Então, a experiência do cliente deve ser o ponto central no desenvolvimento de produtos e serviços financeiros. Por exemplo: interfaces amigáveis, suporte ao cliente eficiente, processos de onboarding simplificados etc.
Vale a leitura: Em busca da jornada perfeita — a importância da integração de diferentes áreas da empresa.
Qual é o futuro do setor bancário com o Open Finance?
De acordo com o portal Open Finance Brasil, em junho de 2024, o número total de consentimentos ativos ultrapassou a marca dos 45 milhões. Do total de solicitações de consentimento, em maio de 2024, o percentual de autorizações ficou na casa dos 47%. A informação evidencia que o brasileiro ainda está um pouco desconfiado.
De toda forma, à medida que o ecossistema bancário evolui em questões de segurança, educação e experiências, esse número tende a crescer. A expectativa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) é que, até 2025, o número total de consentimentos ativos chegue a 60 milhões.
A grande questão aqui é que, ao promover inovação, transparência e confiança, o Open Finance tem o potencial de transformar a maneira como os consumidores interagem com as instituições financeiras. E é claro que isso pode trazer mais oportunidades de negócios para os bancos.
O ambiente competitivo criado pelo Open Finance incentiva as instituições a inovar continuamente. Assim, é possível desenvolver novos produtos e serviços que atendam melhor às necessidades dos consumidores.
Aliás, para que o Open Finance alcance seu pleno potencial, é necessário que as instituições financeiras trabalhem em colaboração. A criação de parcerias estratégicas e a participação em consórcios de inovação podem acelerar o desenvolvimento de novas soluções e promover a interoperabilidade entre diferentes plataformas.
Qual é a importância do Reclame AQUI para o setor bancário?
O Reclame AQUI você já conhece e só para reforçar, somos um ecossistema completo que reúne os principais conteúdos de opinião gerados pelo consumidor. Mais: a plataforma faz parte da jornada do cliente que busca informações para tomar decisões de compra ou para resolver problemas.
A propósito, o setor bancário é uma das categorias mais pesquisadas na plataforma. De acordo com dados exclusivos do Reclame AQUI, cerca de 18% do tráfego total do site vai para o segmento de bancos e financeiras. E as informações encontradas durante a pesquisa são determinantes para a satisfação do cliente.
Para você entender melhor a importância do Reclame AQUI para o setor bancário, vamos listar alguns motivos pelos quais vale a pena manter uma presença forte na plataforma!

Transparência e responsabilidade
O Reclame AQUI é uma ferramenta de transparência. Afinal de contas, a plataforma disponibiliza um espaço público para que os consumidores possam expressar suas insatisfações e falar sobre problemas enfrentados. Isso força os bancos a serem mais responsáveis em relação às suas operações e atendimento ao cliente.
Reputação e confiança
Uma boa reputação no Reclame AQUI pode fortalecer a confiança dos consumidores em uma instituição financeira. Respostas rápidas e eficazes às reclamações demonstram o compromisso dos bancos com a satisfação do cliente e com a resolução de problemas.
Veja também: Saiba como melhorar a sua reputação no Reclame AQUI.
Atendimento, relacionamento e experiência do cliente
A resolução eficaz de problemas aumenta o engajamento do cliente e a percepção de que o banco valoriza seu relacionamento com o consumidor. Dito de passagem, esse cuidado também favorece a fidelização.
Gestão de crises
A gestão eficiente das reclamações no Reclame AQUI pode ajudar a prevenir crises de reputação. Ao monitorar as reclamações, os bancos podem evitar que problemas pequenos se tornem grandes crises.
Feedback e melhoria contínua
O Reclame AQUI dá voz ao consumidor, e a voz do consumidor melhora a sua empresa. Ou seja, as reclamações registradas no Reclame AQUI são feedbacks direto dos clientes sobre os serviços bancários. Com isso, é possível identificar áreas de melhoria e desenvolver estratégias para atender melhor os consumidores.
Conclusão
Por fim, o Open Finance é um sistema de compartilhamento de dados financeiros dos consumidores entre diferentes instituições. Na prática, é uma iniciativa revolucionária que tem o potencial de redefinir o setor bancário, promovendo a inovação, a transparência e a confiança. Aliás, como o poder está todo nas mãos dos consumidores, as empresas precisam oferecer serviços mais inovadores e competitivos para atrair e reter clientes.
Gostou do nosso artigo? Então, que tal continuar a sua jornada em busca de conhecimento? Leia também: Empresa, veja os benefícios de estar no Reclame AQUI.
