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Setembro Amarelo: como apoiar essa campanha?

O Setembro Amarelo é uma campanha mundial de combate ao suicídio e promoção da saúde mental. Embora o dia oficial de prevenção seja 10 de setembro, as ações se estendem ao longo de todo o mês para destacar a importância da causa, sabe? Nesse contexto, sua empresa precisa investir em ações de endomarketing em prol do bem-estar do colaborador.

Afinal de contas, ao promover um ambiente de trabalho saudável e acolhedor, é possível identificar sinais de sofrimento e fornecer apoio adequado. Além de preservar a saúde do trabalhador, esse cuidado é fundamental para manter a produtividade da equipe e ter uma empresa de alto desempenho.

Se interessou pelo assunto e quer saber como abordar essa temática tão delicada na sua empresa? Explicamos tudo a seguir. Olha só!

Texto da arte: Setembro Amarelo e amar à vida
Entenda mais sobre o Setembro Amarelo neste texto!

O que é Setembro Amarelo?

Basicamente, o Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio. Aliás, o mês de setembro foi escolhido para lutar pela causa devido ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado no dia 10 de setembro.

No Brasil, as ações rolam desde 2014. A iniciativa é fruto de uma união de esforços entre o Centro de Valorização pela Vida (CVV), a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina.

Qual é o significado da cor amarela da campanha?

A escolha do amarelo vai além dos significados implícitos pela psicologia das cores. Na verdade, o laço amarelo virou símbolo da campanha por causa de uma tragédia que aconteceu em 8 de setembro, em 1994, nos Estados Unidos.

Um jovem de 17 anos, chamado Mike Emme, cometeu suicídio dentro do seu carro — um Mustang Amarelo. Só para esclarecer, o rapaz lutava contra ansiedade e depressão em silêncio. Como amigos e familiares não sabiam dos problemas psicológicos de Mike, eles não puderam salvar a vida do jovem.

Foi a partir daí que diversas organizações mundo afora começaram a usar o laço amarelo como símbolo das campanhas em prol da saúde mental e contra o suicídio. Aliás, em 2023, o slogan da campanha é “Se precisar, peça ajuda”. Tudo a ver com a história do Mike, não é mesmo?

Qual é a importância de falar sobre o tema?

Não podemos negar que o assunto ainda é considerado tabu. Afinal de contas, é um tema delicado e pode gerar gatilhos mentais nada agradáveis entre as pessoas que estão em sofrimento psicológico.

No entanto, evitar o assunto não é uma forma eficiente de prevenir o suicídio. O ideal mesmo é conscientizar a população e abrir os braços para oferecer ajuda. O objetivo do Setembro Amarelo é esse.

Só para você ter ideia do tamanho do problema, em 2022, o Brasil registrou um crescimento de 11,8% no número de suicídios. 

O número é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e também revela que, em 2021, foram registrados 14.475 suicídios. Isso dá cerca de 39 ocorrências por dia. Ou seja, a cada 100 mil habitantes, 7,2 atentaram contra a própria vida.

Em 2022, os números foram ainda mais alarmantes: 16.262 — uma média de 44 suicídios por dia. Já a taxa de suicídios ficou em 8 a cada 100 mil habitantes.

E olha que nem mencionamos os episódios subnotificados, viu? Isso porque, nem sempre, é possível identificar a causa de algumas mortes acidentais — como atropelamentos, acidentes de carro, afogamento e envenenamento. Ou seja, muitos desses incidentes são suicídios, mas não entram nas estatísticas.

O fato é que o fenômeno é um grande problema de saúde pública e merece atenção da sociedade.

Quais são os principais fatores que levam ao suicídio?

Antes de tudo, vale esclarecer que o próprio corpo humano tem mecanismos naturais para proteger a vida.

Se a gente fecha a boca e tenta prender a respiração do nariz com as mãos, por exemplo, não conseguimos manter a restrição por muito tempo. Isso porque o cérebro tem uma reação instintiva e envia mensagens ao diafragma e aos músculos para que a respiração seja reiniciada.

Então, pensamentos suicidas são sinais de desequilíbrios e distorções emocionais. Nesse contexto, uma pessoa em sofrimento não consegue encontrar sentido na vida, nem saída para os problemas, entende? É por isso que a informação é uma arma poderosa na luta contra o suicídio.

De toda forma, é importante ressaltar também que o suicídio é um fenômeno bem complexo e multifatorial. Ou seja: não dá para reduzi-lo a apenas uma causa ou motivo. Na verdade, uma decisão tão extrema envolve fatores psicológicos, sociais, emocionais e ambientais que causam um sofrimento intenso.

Por exemplo:

  • problemas de saúde mental: distúrbios mentais não tratados podem resultar em uma maneira distorcida de ver um mundo e uma chuva de pensamentos negativos. Nesse pacote, entram doenças como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno de personalidade borderline, entre outros;
  • experiências traumáticas: abuso sexual, abuso físico, maus tratos, eventos traumáticos na infância, perda de entes queridos, divórcio, falência financeira, conflitos familiares e por aí vai. Algumas dessas experiências podem causar dores difíceis de serem superadas;
  • isolamento social: a falta de apoio e conexões emocionais pode fazer com que alguém se sinta desamparado e sem esperança. Aliás, é por isso que os números de suicídio aumentaram em meio a pandemia;
  • vícios: o abuso de álcool ou drogas pode levar a um estado de desespero e desesperança, de modo a aumentar o risco de suicídio;
  • histórico familiar e genética: a presença de suicídios na família pode aumentar a possibilidade de outros membros atentaram com a própria vida;
  • facilidade de acesso a meios letais: o suicídio é um ato impulsivo. Se o indivíduo tem acesso a uma arma de fogo, por exemplo, ele age de forma rápida, sem tempo para pensar duas vezes.

Por que as empresas devem ficar de olho na saúde mental dos colaboradores?

Veja bem: além de demonstrar um compromisso genuíno com o bem-estar dos funcionários, as ações relacionadas ao Setembro Amarelo têm um papel fundamental para a sociedade.

Afinal de contas, cada morte por suicídio costuma impactar cerca de 115 pessoas. Por exemplo: uma família devastada pela ausência do filho, a escola sofre a perda de um aluno, um bairro inteiro que fica impactado pela notícia e por aí vai.

Então, quanto mais informação a sua empresa disseminar, mais pessoas os colaboradores serão capazes de salvar, sabe? Além disso, ao abordar o tema, é possível reduzir o estigma associado ao fenômeno de modo a encorajar o funcionário a buscar ajuda quando necessário, sem medo de julgamento.

Texto da arte para o Setembro Amarelo: Fique de olho na saúde mental dos colaboradores
É muito importante cuidar da saúde mental dos colaboradores

A seguir, veja outras vantagens de aderir ao Setembro Amarelo.

Responsabilidade Social Corporativa

A Responsabilidade Social Corporativa — também conhecida pela sigla RSC — é uma espécie de compromisso voluntário das empresas com o bem-estar social e ambiental. E como o Setembro Amarelo é focado na prevenção de um problema que afeta a sociedade de modo geral, a participação na campanha é uma demonstração tangível de responsabilidade.

Clima organizacional

Além de campanhas específicas de combate ao suicídio, a empresa precisa oferecer um ambiente de trabalho saudável e de apoio mútuo. Nesse contexto, o engajamento com as estratégias pode melhorar o clima no ambiente de trabalho, fortalecer as relações entre os funcionários e criar um senso de comunidade. Legal, né?

Confira também: Community Commerce — transforme seus clientes em promotores.

Employer Branding

Empresas que apoiam causas importantes — como a saúde mental — costumam ganhar respeito e confiança perante os stakeholders, como clientes, fornecedores e demais parceiros. Então, participar do Setembro Amarelo também contribui para reforçar a reputação da empresa enquanto marca empregadora.

Saiba mais: Benchmarking — o que é e como aplicar na sua empresa.

Como apoiar o Setembro Amarelo na sua empresa?

A primeira coisa que você precisa saber é, apesar de as conversas sobre o assunto serem intensificadas no mês de setembro, vale lembrar que são registrados novos casos de suicídio todos os meses do ano.

Sendo assim, é importante olhar para os programas de saúde e bem-estar como algo contínuo e de longo prazo. Isso inclui treinamento contínuo, grupos de apoio e iniciativas que promovam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e por aí vai.

Esclarecimentos feitos, veja, a seguir, algumas dicas que nós do blog do Reclame AQUI preparamos nesse sentido.

Ambiente o negócio com elementos da campanha

Para entrar no clima do Setembro Amarelo, vale decorar a empresa com as cores da campanha. Além do mais, é interessante investir em ações de comunicação interna, como:

  • balões e laços de fita na cor amarela para decorar a empresa;
  • banners com informações-chave sobre o assunto no refeitório;
  • mensagens de apoio e positividade nas estações de trabalho;
  • campanhas de prevenção ao suicídio na TV corporativa, intranet, e-mail interno, jornal mural, entre outros.

Chame especialistas para falar sobre o assunto

Veja bem: o suicídio é, de fato, um tema sensível. Nesse contexto, o ideal é contar com especialistas com propriedade para falar sobre o assunto, como psicólogos e psiquiatras.

Sendo assim, nossa recomendação é planejar um cronograma de palestras e convidar especialistas para falar sobre o suicídio e temas relacionados a saúde mental. Dessa forma, o colaborador poderá entender melhor se ele ou algum familiar precisa de ajuda, sabe?

Saiba reconhecer os sinais de sofrimento

O suicídio é uma medida extrema tomada por pessoas em sofrimento. Isto é, elas pensam que tirar a própria vida é a única forma de eliminar a dor. A grande questão aqui é que, nem sempre, a própria pessoa reconhece que precisa de ajuda.

Então, é importante treinar as lideranças para reconhecer sinais de sofrimento. Por exemplo:

  • perda ou ganho de peso excessivo;
  • descuido com a aparência e higiene pessoal: roupas rasgadas, mau cheiro, unhas sujas, cabelo desarrumado etc.; 
  • queixas sobre dores físicas, como dor de cabeça e problemas gastrointestinais;
  • sonolência durante a jornada de trabalho;
  • fadiga constante;
  • mudanças comportamentais e de humor: agitação anormal, irritabilidade, isolamento social, entre outros;
  • queda na produtividade;
  • perda de interesse em atividades que costuma gostar;
  • expressões de desespero, como desejo de morrer, vontade de desaparecer ou falta de vontade de viver;
  • choro frequente;
  • abuso de substâncias tóxicas, como álcool e drogas;
  • despedidas sem motivos: escrever posts nas redes sociais com mensagens de adeus, bilhetes, ligações estranhas, doações inesperadas, escrever um testamento e por aí vai.

De toda forma, aqui vai um alerta: não estamos dando diagnóstico por aqui. Na verdade, esses comportamentos são espécies de pedidos de ajuda silenciosos, sabe? Então, ao identificar os sinais de sofrimento, é necessário encaminhar o funcionário para profissionais de saúde mental para oferecer o tratamento mais adequado.

Ofereça apoio emocional aos colaboradores

Além de identificar sinais de sofrimento, as lideranças precisam saber lidar com os colaboradores fragilizados. Caso contrário, eles podem piorar a situação, em vez de ajudar. Sendo assim, é importante oferecer um treinamento em saúde mental para os diretores.

Outra forma de garantir um apoio emocional especializado é por meio de planos de saúde. Assim, quando o colaborador estiver com algum problema, ele pode procurar ajuda profissional de forma gratuita.

Tem mais: vale disponibilizar contatos importantes para o colaborador acionar em caso de necessidade. O CVV, por exemplo, presta apoio emocional gratuito 24 horas por dia pelo telefone 188. Também existe suporte via chat e e-mail, mas nem sempre a resposta é imediata. De qualquer maneira, essas informações podem ser destacadas em comunicados internos para facilitar o acesso ao apoio emocional quando necessário.

Conclusão

Por fim, o Setembro Amarelo é uma campanha anual de prevenção ao suicídio. No entanto, muito mais que criar consciência sobre a importância da saúde mental, as empresas precisam investir em ambientes de trabalho saudáveis e acolhedores para garantir o bem-estar dos colaboradores. 

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