Um levantamento exclusivo do Reclame AQUI revela como o consumidor está redesenhando o mercado financeiro em busca de abrigo.
Desde a reta final de 2025, o mercado financeiro brasileiro mostrou sinais de quebra de confiança e deixou muitos consumidores desconfiados por aí. Os problemas que surgiram foram vários: instabilidades, problemas de liquidez e quebras institucionais deixaram de ser notícias apenas de veículos de economia para mexer diretamente no sono e no bolso de milhões de brasileiros.
E claro, quando uma instituição financeira balança, a confiança é a primeira a cair. E depois do susto, o que acontece?
Para entender como está a relação do consumidor brasileiro com as instituições financeiras, o Reclame AQUI realizou uma pesquisa com mais de 2 mil consumidores entre os dias 2 e 4 de março de 2026.
O objetivo foi medir a real temperatura da confiança financeira no Brasil e entender o que mudou na hora de decidir onde colocar o patrimônio financeiro: Acompanhe AQUI 👉
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Apenas 10% dos brasileiros confiam plenamente no setor financeiro
Se antes o consumidor escolhia um banco por uma propaganda descolada, uma promessa de rendimento ou taxas menores, hoje a prioridade é outra: segurança e proteção real.
De acordo com os resultados da nossa pesquisa, apenas 10% dos brasileiros confiam plenamente no setor financeiro hoje. Isso significa que 90% estão cautelosos, vigiando o extrato e prontos para mover o patrimônio em qualquer sinal de instabilidade.
E quando a gente olha para a percepção de confiança…
Quando a confiança balança, onde o consumidor olha primeiro? Mesmo diante de tanta inovação digital, essa confiança tem endereço certo: 65% dos consumidores veem nos bancos tradicionais e físicos o lugar mais seguro para deixar o patrimônio.
Isso pode ser explicado porque em tempos de golpes, a agência na esquina passa a percepção de mais segurança e a sensação de que o dinheiro não vai desaparecer em um clique. O consumidor ainda sente que, se tudo der errado, ele precisa ter uma porta física para bater.
No entanto, existe uma grande diferença entre onde o brasileiro se sente seguro e o que ele realmente faz com o dinheiro. É aqui que o mapa da confiança ganha cores bem diferentes:
Para onde o dinheiro correu?
Com a instabilidade do mercado, o brasileiro não ficou apenas acompanhando as notícias; ele partiu para a ação para garantir a segurança. Dessa forma, 77% dos consumidores movimentaram seu dinheiro entre instituições nos primeiros dois meses de 2026 (considerando que a pesquisa foi aplicada em março)
Quando perguntamos onde o dinheiro foi parar, 36% afirmaram que moveram valores para instituições do mesmo tipo (de um digital para outro digital, por exemplo).
O digital ainda respira (e bem!)
Apesar da confiança depositada nos bancos tradicionais físicos, a migração do tradicional para o digital (25%) ainda é maior que o caminho inverso (18%). Isso significa que o consumidor quer a confiança, mas não aceita voltar para a burocracia do passado.
Na reta final de 2025, o comportamento do consumidor brasileiro em relação às instituições financeiras mudou de patamar. Se antes a escolha de um banco passava apenas pela menor taxa ou pelo aplicativo mais moderno, as instabilidades recentes do mercado trouxeram uma nova prioridade: a segurança real do patrimônio. Hoje, o brasileiro não busca apenas onde o dinheiro rende mais, mas sim onde ele está de fato protegido.

O Reclame AQUI como critério de desempate
Em meio às incertezas, quem dá a palavra final? A pesquisa revela que a reputação tem peso na decisão do consumidor: 38% dos consumidores confiam nos dados públicos do Reclame AQUI antes de investir, superando o peso do tempo de existência da empresa (33%).
E o que o consumidor encontra quando chega aqui?
O Reclame AQUI se consolidou como o observatório onde a história real do consumo acontece sem filtros. E os números mostram como o brasileiro usa a plataforma:
– O setor financeiro acumulou 81,2 milhões de visualizações no Reclame AQUI no último ano. O consumidor pesquisa a reputação das instituições antes de qualquer clique.
– Em 2025, para cada 1 pessoa que reclamou, outras 29 entraram no site apenas para pesquisar sobre a instituição. Isso prova que o RA é, antes de tudo, uma ferramenta de prevenção.
– Embora a percepção de segurança seja maior nos bancos tradicionais, os digitais solucionam mais os problemas no dia a dia. Eles lideram o Índice de Solução com 76% de eficiência. Essa é uma vantagem de 3,04 pontos percentuais sobre os modelos convencionais.
A reputação é o único dado que não oscila
A régua do consumidor brasileiro subiu e, ao que tudo indica, não volta mais para o patamar de antes. Em 2026, ficou claro que o brasileiro parou de aceitar promessas e entendeu que, em um mercado instável, a informação é a sua única proteção.
O que define o jogo agora é a percepção de segurança. Enquanto o mercado balança e os balanços financeiros podem ser complexos de entender, a reputação traduz a confiança. Ela mostra como a empresa se comporta quando o bicho pega e algo sai do planejado.
