Acessibilidade digital para e-commerces: Qual a importância?

Acessibilidade digital para e-commerces: Qual a importância?

A acessibilidade digital envolve a criação e desenvolvimento de produtos digitais utilizáveis por todas as pessoas é essencial para a inclusão e oferece muitas vantagens

O seu e-commerce tem acessibilidade digital? Se a resposta for não, cuidado: o seu negócio pode estar em risco! Afinal de contas, as empresas têm a obrigação legal de garantir que todos os consumidores consigam navegar, interagir e realizar compras de forma eficiente e segura — independentemente de capacidades físicas, sensoriais ou cognitivas de cada indivíduo.

Aliás, vale lembrar que essa não é apenas uma questão legal e de responsabilidade social. O fato é que a acessibilidade digital no e-commerce oferece vantagens competitivas, amplia o alcance de mercado e contribui para uma experiência de usuário mais positiva.

Neste artigo, vamos explorar melhor esse tema. Continue a leitura para saber mais!

O que é acessibilidade digital?

De maneira resumida, a acessibilidade digital envolve a criação e desenvolvimento de produtos digitais — como sites, e-commerces, aplicativos e conteúdos online — utilizáveis por todas as pessoas.

Na prática, isso significa que não importa se o usuário tem limitações visuais, auditivas, motoras, intelectuais entre outras. Independentemente do caso, todos os consumidores precisam de um ambiente seguro e de fácil navegação para interagir e se beneficiar de serviços e informações disponíveis na internet.

Qual é a importância da acessibilidade digital para o e-commerce?

Em primeiro lugar, a acessibilidade digital é obrigatória. Sendo assim, adaptar o seu e-commerce é uma questão de sobrevivência.

Além do mais, esse é um diferencial competitivo que pode atrair consumidores diversos, tanto consumidores com limitações, quanto aqueles mais conscientes que valorizam a inclusão.

E só para você ter uma ideia do tamanho do público, segundo dados do IBGE, o Brasil tem cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência — 8,9% da população nacional.

A seguir, vamos explicar os principais benefícios de investir em acessibilidade digital. Olha só!

Inclusão

A acessibilidade digital garante que todos os usuários, incluindo aqueles com deficiências, possam acessar e utilizar a plataforma. Dessa forma, o e-commerce consegue aplicar o seu alcance e conquistar uma base de clientes maior e mais diversa.

Veja também: Atendimento inclusivo — como oferecer essa experiência na sua empresa?

Conformidade legal

Sites e aplicativos de órgãos públicos e privados precisam ser acessíveis para todas as pessoas. É isso que determina a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI).

Mais: as páginas precisam acompanhar as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade internacionalmente reconhecidas e os colaboradores das empresas precisam receber treinamentos sobre o tema. E olha: quem não obedecer à lei, pode receber multas e sanções.

Experiência do usuário

De modo geral, sites acessíveis oferecem uma melhor experiência de navegação para todos os usuários, independentemente de suas capacidades. Isso pode aumentar a satisfação do cliente e a probabilidade de conversão.

Saiba mais: Experiência do Usuário (UX) — como melhorar no meu e-commerce?

SEO

A acessibilidade digital está entre os fatores de ranqueamento dos principais motores de busca, como o Google. O texto alternativo de imagem, por exemplo, é uma prática inclusiva que ajuda a melhorar o SEO. Então, além de garantir uma melhor experiência do usuário, otimizar o seu e-commerce facilita que o seu site seja encontrado na internet.

Quais são as principais barreiras de acessibilidade?

Em primeiro lugar, vale esclarecer que as barreiras de acessibilidade são obstáculos que dificultam — ou até mesmo impedem — o acesso e utilização do site por consumidores com deficiências. Veja só quais são os principais desafios!

Design visual

Uso de cores inadequadas, falta de contraste entre texto e fundo, e tamanho de fonte pequeno, por exemplo, podem dificultar a leitura para pessoas com deficiências visuais.

Navegação

Menus complexos, links e botões pequenos ou mal posicionados, e a falta de suporte para navegação por teclado podem ser obstáculos para usuários com deficiências motoras ou visuais.

Conteúdo não textual

Imagens, vídeos e gráficos sem descrições alternativas — como textos alternativos, legendas, transcrição e audiodescrição — são inacessíveis para pessoas com deficiência visual ou auditiva.

Formulários e páginas de checkout

Formulários online que não são claramente rotulados ou que têm campos de entrada inadequados podem ser difíceis de entender e usar para pessoas com deficiências cognitivas ou visuais. Isso pode dificultar o processo de checkout e inviabilizar a compra.

Compatibilidade com tecnologias assistivas

Muitos sites não são compatíveis com tecnologias assistivas, o que prejudica a experiência do cliente. Só para esclarecer, entre as principais ferramentas estão: leitores de tela, teclados adaptados, amplificadores de imagem, tradução para braile, linguagem dos sinais etc.

Tempo limitado

Certos processos, como preenchimento de formulários ou realização de compras, podem ter restrições de tempo. Isto é, se o consumidor não finalizar o processo em determinado período, eles perdem o progresso e precisam realizar um novo login para continuar. É claro que isso dificulta o uso por pessoas com deficiências cognitivas ou motoras.

Como tornar o e-commerce mais acessível?

Não tem mistério: basicamente, você precisa eliminar todas as barreiras de acessibilidade que acabamos de listar.

De toda forma, vamos dar outras dicas para tornar o seu e-commerce mais acessível. Olha só!

Realize testes de acessibilidade

O teste de acessibilidade é uma espécie de auditoria que você faz no seu site para identificar as barreiras. Nesse contexto, vale investir em ferramentas automatizadas para fazer essa varredura e realizar testes com usuários reais com apoio de especialistas na área.

Faça a adesão aos critérios WCAG

WCAG é a sigla em inglês para “Web Content Accessibility Guidelines” — Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web. Na prática, é um conjunto de normas internacionais de acessibilidade para conteúdos digitais.

As regras são norteadas por quatro princípios fundamentais, sendo:

  • perceptível: o conteúdo deve ser nítido para todos os usuários. Um consumidor com baixa visão, por exemplo, precisa ter a alternativa de dar zoom na tela sem quebras e problemas de leitura e legibilidade;
  • operável: os componentes da interface e a navegação devem ser usáveis por todos os usuários. Isso significa que os sites devem ser navegáveis por teclado, e que os elementos interativos, como botões e links, devem ser de fácil acesso;
  • compreensível: a informação e a operação da interface devem ser fáceis de entender. Por exemplo: caso uma mensagem de erro seja exibida, é necessário dar dicas claras para resolver;
  • robusto: o conteúdo deve ser robusto o suficiente para ser interpretado por tecnologias assistivas. Além disso, o conteúdo deve ser compatível com diferentes navegadores e dispositivos.

Desenvolva uma política de acessibilidade

A política de acessibilidade nada mais é que um documento oficial que descreve o compromisso da empresa em garantir que seus produtos, serviços e ambientes sejam acessíveis a todas as pessoas.

Essa política estabelece diretrizes e ações que a organização seguirá para remover as barreiras de acessibilidade e promover a inclusão. Por exemplo: periodicidade dos testes de acessibilidade, treinamentos para os colaboradores, processos para coleta e tratamento de feedbacks e reclamações — inclusive no Reclame AQUI — e por aí vai.

Resumindo

Investir em acessibilidade digital é uma decisão que beneficia tanto a sociedade quanto o negócio. Ao tornar o e-commerce acessível, além de manter a conformidade com a lei, você amplia o alcance da sua marca e promove uma experiência de compra inclusiva. Isso aumenta a satisfação do cliente e fortalece a posição do seu e-commerce no mercado.

Gostou do nosso artigo? Então, que tal continuar a sua jornada em busca de conhecimento? Leia também: Aspectos geracionais — como as marcas podem conversar com diferentes gerações?

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