Café fake e ovos mais caros: o aumento de preços dos alimentos está bagunçando o seu carrinho de compras

Café fake e ovos mais caros: o aumento de preços dos alimentos está bagunçando o seu carrinho de compras

Café fake e ovos mais caros: o aumento de preços dos alimentos está bagunçando o seu carrinho de compras

A inflação não dá trégua: os preços dos alimentos disparam e os consumidores buscam alternativas para aliviar o bolso, mas vem encontrando empecilhos. Se liga nas últimas notícias!

É melhor preparar o bolso, porque o preço dos alimentos não dá sinais de trégua! A última pesquisa realizada pelo Reclame AQUI, com mais de 4 mil consumidores, revelou que a grande maioria (83,78%) acredita que a alta dos preços dos alimentos continuará nos próximos meses. E parece que eles estão certos!  

Diante desse cenário, os consumidores estão buscando alternativas para aliviar o bolso. 28,32% dos entrevistados tiveram que cortar alguns itens da lista de compras, além da diminuição da compra de alimentos (27.35%) e a troca de marcas por opções mais baratas (22.02%).

Agora, fica o questionamento: como garantir uma alimentação saudável e completa sem gastar muito? 

Fica ligado! O Reclame AQUI está acompanhando esse assunto e te deixa por dentro das últimas noticias. Confira:

IPCA confirma a alta dos preços dos alimentos

Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta semana, durante o mês de fevereiro o grupo Alimentos e Bebidas registrou alta de 0,61%, apesar da inflação, o crescimento foi menor do que janeiro quando marcou 1,06%. 

Neste inicio de ano, alguns alimentos têm puxado essa alta, como por exemplo: a cenoura (17,62%) e o café moído (11,63%). Em contrapartida, alguns alimentos tiveram queda nos preços, como a batata inglesa (-8,17%), arroz (-1,49%) e frutas (-1,18%).

Ainda assim, quem vai ao supermercado, sabe que não está nada barato fechar a conta do mês. É preciso cada vez mais equilibrar o orçamento. 

“Café fake” já chegou na prateleira dos supermercados!

Fugindo de preços altos de um dos maiores vilões – o café moído – os consumidores buscam alternativas. 

No entanto, eles têm se deparado com um novo produto que está chamando a atenção nos supermercados: o “pó sabor café”, também conhecido como “café fake”.  Nas prateleiras, a embalagem do produto imita marcas famosas, com fotos de grãos e xícaras. 

Esse produto pode não conter grãos de café em sua composição. Em vez disso, em algumas das embalagens, o “café fake” tem como ingrediente cevada ou milho.

De acordo com o Portal G1, o Ministério da Agricultura investiga se o produto pode ser considerado uma fraude, já que muitas vezes induz o consumidor ao erro. A Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café) alerta que o “café fake” não especifica a quantidade de café presente na composição, nem a quantidade de impurezas.

Enquanto a polêmica continua, o consumidor precisa ficar atento e ler atentamente o rótulo e a lista de ingredientes antes de comprar qualquer produto. 

Confira dicas para identificar o café verdadeiro:

  • Leia a descrição com atenção: O “café fake” geralmente usa frases como “pó para preparo de bebida sabor café” ou “bebida sabor café” em letras pequenas na parte de baixo da embalagem. Procure embalagens que dizem claramente “café” e que especificam o tipo, como “café torrado e moído”.
  • Verifique a lista de ingredientes: O café de verdade deve ter apenas “café” na lista de ingredientes. Fique esperto, se encontrar outros ingredientes como cevada, milho, polpa de café ou aromatizantes, desconfie.
  • Desconfie de preços muito baixos: Se o preço do café estiver muito abaixo da média do mercado, é possível que não seja café de verdade.
  • Observe a marca: Algumas marcas de “café fake” imitam nomes e embalagens de marcas famosas para confundir o consumidor. Verifique se a marca é conhecida e confiável. 
  • Procure o selo de pureza da ABIC: A Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) possui um selo de pureza que garante a qualidade do café. Procure por esse selo na embalagem.  

Leia também: Soro de leite, mistura láctea, bebida láctea: Entenda quem é quem nessa disputa

Os ovos também estão mais caros!

E não é só o café que está pesando no bolso do consumidor. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prevê que os preços dos ovos devem continuar subindo nos próximos dois meses, até o fim da quaresma.

 Segundo a ABPA, essa alta é sazonal, sendo comum nesse período que antecede a Páscoa, quando a demanda por ovos aumenta e o consumo de carnes vermelhas diminui.

Ainda de acordo com o Portal G1, A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) também manifestou preocupação com a escalada dos preços dos ovos. A entidade alertou para o aumento expressivo no preço do produto repassado pelos fornecedores, que em algumas regiões chega a 40%. 

Além disso, a Abras observou uma redução no peso médio dos ovos, o que impacta diretamente o custo-benefício para o consumidor.

Essa redução se deve a uma nova portaria da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, que diminuiu o peso médio dos ovos em quase 10 gramas por unidade. 

Leia também: “Reduflação”: ela já impacta seu consumo no dia a dia?

Quais são as expectativas para 2024?

Apesar do cenário atual de alta nos preços dos alimentos, os economistas preveem uma desaceleração para 2025. 

Essa expectativa se baseia em fatores como o crescimento da safra de grãos, a previsão de melhora do clima em relação a 2024 e a recente trajetória de recuo do dólar. A queda do dólar influencia tanto no interesse do produtor em exportar mais como no custo dos cultivos. 

Essa desaceleração pode trazer alívio para o bolso do consumidor, principalmente em relação a produtos como óleo de soja e leite, que já apresentaram queda nos preços em janeiro. No entanto, outros produtos, como café e laranja, devem continuar com preços elevados devido a problemas com as safras.

É importante destacar que a desaceleração da inflação dos alimentos prevista para 2025 pode não ser sentida de forma igual por todos os consumidores. E muitas famílias podem continuar sofrendo com o peso dos preços altos.

Com os preços dos alimentos em alta, é preciso economizar na hora de fazer as compras. O Reclame AQUI separou algumas dicas simples podem fazer a diferença no seu orçamento:
  • Compare preços: Antes de comprar, pesquise os preços em diferentes supermercados e lojas online. 
  • Evite o desperdício: Faça uma lista de compras e compre apenas o necessário. Armazene os alimentos corretamente para evitar que estraguem.  
  • Opte por marcas mais baratas: Experimente marcas menos conhecidas, que costumam ter preços mais acessíveis. Muitas vezes a qualidade é similar às marcas mais caras.  
  • Compre produtos da estação: Frutas, legumes e verduras da estação são mais frescos e baratos.
  • Aproveite ofertas e promoções: Fique atento aos encartes e promoções dos supermercados. 

Fontes: CNN/G1

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