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“Reduflação”: ela já impacta seu consumo no dia a dia?

Blog RA mostra uma pesquisa e dados de reduflação e como os consumidores enxergam a prática de redução de embalagens das marcas

Blog RA mostra uma pesquisa e dados de reduflação e como os consumidores enxergam a prática de redução de embalagens das marcas

Reduflação é a palavra do momento. Pode ser que você não tenha a ouvido ainda, mas certamente ela já impactou seu consumo. E sabe como? Quando você vai ao mercado ou à feira, por exemplo, e o pacote de algum produto reduziu, o conteúdo é menor, assim como o volume, mas o preço ou continua igual ou aumentou. Ficou mais familiar agora?

Recentemente, o Instituto Reclame AQUI aplicou uma pesquisa no site com com mais de 6,6 mil consumidores. O que se vê é que quase 80% dos consumidores já notam esse processo de ajuste das embalagens dos produtos.

Dos consumidores que ainda não notaram, 17% não perceberam e nunca ouviram falar de “reduflação” e dessa prática, e 4% não perceberam, mas já ouviram falar. Mas a maioria tem percebido esse movimento das empresas em reduzir o tamanho/peso/metragem das embalagens e produtos. E a reação de quase 63% dos consumidores é a desistência da compra. 

Como os consumidores percebem a “reduflação”

Como pontuou esse consumidor de São Paulo (SP) sobre o papel higiênico. “As embalagens de 18 unidades do papel higiênico neve toque de sede vem com rolos no tamanho de 20m cada, enquanto as demais embalagens deste mesmo tipo de produto, toque de seda, folha dupla, vem com 30m. Ou seja, a cada 18 rolos de papel que você comprar nesta embalagem de fato estará levando somente 12 unidades.

Não há menção na embalagem dos rolos de papel higiênico toque de seda de 18 unidades sobre a redução do tamanho dos rolos de 30m para 20m, o que induz o consumidor a entender que o preço desta embalagem está mais atrativo em comparação às demais embalagens, visto que as embalagens são praticamente iguais.

Empresas são obrigadas a informar mudança do tamanho do produto.” Este outro, de Lauro de Freitas (BA), percebeu a mudança de tamanho no pacote de torradas. “Comprei uma pacote de torrada multigrãos econômica, quando abri a embalagem notei que o tamanho da torrada diminuiu desde a última vez que comprei, na embalagem não tem nenhuma informação sobre a redução do tamanho nem do peso da embalagem. É muita falta de responsabilidade não avisar aos consumidores que o tamanho da torrada diminuiu.”

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Confira a percepção dos consumidores sobre a “reduflação”

Com a prática, empresas miram a margem sobre os produtos

Outro ponto importante: 52% das pessoas disseram que perceberam de 1 ano para cá essa prática, o que coincide com período do retorno forte da inflação, acentuado no segundo semestre de 2021. Quem percebeu entre 2 e 3 anos (23,4%), despertou para a prática com a chegada da pandemia; e quem percebeu há mais de 3 anos (24,4%), basicamente considera que a prática sempre existiu.

Entre os produtos onde mais se percebe a redução das embalagens, 26,3% apontam artigos para limpeza em geral e artigos de higiene pessoal, seguido de biscoitos e lanches e bomboniere.

Para o CEO do Reclame AQUI, Edu Neves, se percebe que a prática é uma forma de as empresas buscarem margem em cima dos produtos, diante de um cenário econômico apertado.

“Quando analisamos no Reclame AQUI o conteúdo das reclamações fica muito claro o uso das expressões e a sensação dele de estar sendo feito de bobo. Então é uma atitude de infantilização do consumidor, como se ele não fosse perceber. Por exemplo, na pesquisa, 24,2% dos consumidores notaram que as empresas fazem isso há mais de 3 anos, ou seja, consideram que as marcas não são confiáveis e fazem isso o tempo todo. O que pode gerar um impacto reputacional grande. É muito ruim para um ambiente de negócios e consumo”, analisa. 

Em vez de desgaste da reclamação, consumidor troca de marca

O Instituto Reclame AQUI ainda fez um levantamento sobre as reclamações de redução do tamanho das embalagens. Em 2021, foram registradas 4.933 reclamações, e de janeiro a abril de 2022, 1.562 reclamações.

A tendência para 2022, apesar da queda de 10% nesse tipo de reclamação, é acompanhar 2021 no volume. A combinação inflação + prática das empresas + poder de compra reduzido do consumidor, o deixa de mãos atadas. Isso vale para a contratação de serviços ou compra de produtos do dia a dia, onde é mais notada.

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Confira o volume de reclamações associadas à reduflação

As reclamações postadas no site do Reclame AQUI são mais direcionadas a serviços continuados como internet, telefonia, TV, ou seja, onde o consumidor viu o aumento de preço e a redução dos pacotes que tinha à disposição porque é indispensável ele continuar. E já o volume de reclamações que estão ligadas à alimentos, higiene e a produtos da despesa diária e dispensa é baixa.

Neves entende que falta um olhar qualitativo por parte das marcas em relação ao tipo de problema que ela enfrenta, que está entrando para ela no Reclame AQUI, por exemplo.

“O consumidor não fala diretamente com a marca sobre a prática, ele reclama que reduziu. E por isso as marcas podem não conseguir entender ou dar grande importância por conta do volume de reclamações que pode não ser tão significativo. Como o consumidor não vê uma solução direta, a reação dele é abandonar a marca. Então no SAC, no contact center da empresa, ela deve estar recebendo esse tipo de queixa e deve estar dando pouca importância pelo volume ser baixo. Enquanto não ganha grande volume, a empresa acha que não está acontecendo. Não dar atenção a isso impede que o problema e o volume sejam medidos a longo prazo e gere a perda de cliente. Tampa um buraco com imediatismo e que terá um custo lá na frente”, finaliza Edu Neves.

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