O Reclame AQUI começou a mudar um quadro no mercado de trabalho que tem deixado muitos bons profissionais à margem das companhias. Formou esta semana a primeira turma do Exército das Poderosas, um curso intensivo sobre atendimento para pessoas acima dos 45 anos de idade. A curadoria envolveu muito conteúdo de SAC 4.0, que ajudou a atualizar os profissionais e abrir novos horizontes de oportunidades. E, claro, motivá-los.

A leitura que temos é de que nos últimos anos o mercado de trabalho não foi muito amigável para profissionais maduros. Após um período de juniorização nas companhias, começou agora a acontecer o movimento inverso. Deste modo, agora, a experiência de quem tem ainda muito a contribuir passou a ser valorizada. A parte boa, e bota boa nisso, é que as companhias já despertaram para isso.

Profissionais têm muito a contribuir

Da ideia de mudar esse quadro e dar novas oportunidades surgiu o Exército das Poderosas, e poderosos, diga-se de passagem. Na análise do CEO Global do Reclame AQUI, Mauricio Vargas, os profissionais mais maduros têm sido invisíveis para as empresas. “Esses profissionais ainda têm muito conhecimento e vivência para oferecer às companhias, tem muita gente boa querendo recomeçar, estar em atividade. Convidamos algumas empresas para a formatura a fim de estreitar esse relacionamento, ajudar com profissionais qualificados por nós e mostrar o quanto queremos contribuir para uma mudança de mercado. Plantamos uma semente e nesta noite já começamos a colher os frutos”.

Naturalmente, a mudança veio de dentro e a ideia ganhou corpo. Da mesma forma como pensou em provocar outras empresas, o próprio Reclame AQUI tomou iniciativa. Há cerca de dois anos, abriu processo seletivo para contratar colaboradores acima de 55 anos, a ação foi “A gente contrata a sua avó”. Com essa mudança de mind set, o RA colocou na recepção da empresa uma profissional com idade acima de 60 anos e na equipe do produto Leegol, uma acima de 70. Ambas buscavam mudança de vida e uma oportunidade no mercado e convivem com um grupo de profissionais das mais variadas idades. E tem dado muito certo.

“Tiro” dado no lugar certo

Como uma coisa acaba levando à outra, recentemente, o CEO Brasil do Reclame AQUI, Edu Neves, esteve no primeiro programa focado em Artificial Intelligence and Machine Learning na Stanford University Graduate School of Business.

E durante as atividades por lá, teve a oportunidade de usar o Exército das Poderosas como um exemplo sobre as dificuldades em lidar com tecnologias e o trabalho de retreinar uma geração para encarar o futuro. “O retorno que tive daqueles profissionais foi de que nós estamos dando o “tiro” no lugar certo. Não desistir é a mensagem. Lembro de ter visto o rosto da turma no primeiro dia de aula no Reclame AQUI e agora o sorriso na formatura, ele é o sucesso que o programa foi capaz de alcançar. A gente muda na alma”, resumiu Neves.

Revolução da Longevidade

Quanto mais se analisa, mais de descobre um grande mercado a ser explorado. De acordo com Naiara Corrêa, Head de Grouth da MaturiJobs (plataforma que promove a conexão de profissionais 50+ com o mercado de trabalho), o Brasil foi o país que mais envelheceu no mundo, alcançou 30 milhões de idosos oito anos antes do previso.

Isso significa que o país já tem esse volume. “É o que se chama de Revolução da Longevidade e acontece de forma silenciosa. O que defendemos é um equilíbrio, um diálogo intergeracional e aproveitar os dois lados (mais novos e mais velhos) para criar harmonia nas empresas e um ambiente saudável de inclusão”, explica. A saber, a partir de agora os currículos dos profissionais formados pelo Reclame AQUI estarão na base da MaturiJobs à disposição das empresas.

Formatura como manda o figurino

Em síntese, a formatura da primeira turma do Exército das Poderosas, que reuniu poderosos também, foi conforme manda o figurino: teve coquetel, oradores, música, lembranças boas e troca de experiências, além de muita emoção e perspectivas de trabalho.

Nesse sentido, Simone Rossini, uma das oradoras da turma, expôs bem uma necessidade que não é vista. “Definitivamente, a gente precisava desse empurrão, dessa ajuda na autoestima. Chegamos a uma idade que pensamos que acabou, mas não. No curso não nos sentimos velhos, nos sentimos importantes. Descobrimos que temos talento e precisamos estar dentro das empresas, que podemos ajudar o Brasil. O Reclame AQUI nos deu essa oportunidade”.

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