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Produtos de Páscoa mais caros em 2022: o peso no bolso trazido pelo coelhinho

Nesta Páscoa, consumidores estão fazendo mais contas por conta da alta nos preços dos chocolates e produtos da cesta para a Semana Santa

Com os alimentos de cesta de Páscoa e chocolates mais caros – destaque especial para o preço dos ovos – o consumidor brasileiro vai precisar usar a criatividade para fazer uma Páscoa um pouco mais doce e farta. A queda de braço fica entre o desejo de presentear, a alta dos preços e a perda do poder de compra dos brasileiros.

Trocar os tradicionais – e atraentes – ovos de chocolates por barras e caixas de bombons pode ser uma alternativa. Ou até recorrer a chocolates caseiros. Sem contar as refeições da Semana Santa. Mas ainda assim, a inflação e a variação do Dólar impactam no valor dos insumos básicos como açúcar, leite e cacau, por exemplo, e embalagens. Além dos demais alimentos.

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Preço dos produtos de Páscoa desestimulam consumidor

De acordo com a pesquisa que o Instituto Reclame AQUI aplicou no site do ReclameAQUI de 6 a 8 de abril, 65,5% dos consumidores afirmaram que não pretendem comprar esses produtos este ano. E o que mais pesa na decisão é justamente a percepção de que os preços estão altos demais, motivo dado por 69% dos entrevistados. 

Reflexo da inflação. Conforme reportagem publicada no site G1, no acumulado dos últimos 12 meses até este mês de março, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou 11,30%. E é considerada a maior taxa em 18 anos, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (08/04).

Um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aponta um aumento de 3,93% nos últimos 12 meses nos itens mais procurados pelos consumidores na Páscoa. Este ano, o problema de monções em 2022 e o fim da seca generalizada fizeram os produtos de hortifruti protagonizarem a inflação e estão entre os produtos que mais subiram.

Por conta disso, o Reclame AQUI orienta os consumidores para que pesquisem bem os preços e os locais de compras e fiquem atentos aos preços praticados nesta semana. Caso identifiquem abusos, que denunciem. Apesar de já estarem altos, os itens tradicionais de Páscoa podem subir ainda mais em razão da alta procura.

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Mesmo com produtos mais caros nesta Páscoa, supermercadistas estão otimistas

Conforme a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), este ano os chocolates estão cerca de 12% mais caros. E esse cenário está explícito nos supermercados. As “parreiras com ovos de chocolate” estão menores, o tamanho dos ovos também, e esse tipo de produto dá lugar de destaque aos bombons e outros produtos relacionados. 

Mas ainda assim, a Abras mantém o otimismo de que as vendas de ovos de chocolate cresçam em relação a 2021. A previsão é de um aumento de 5% em volume nas vendas de ovos, para 9,5 mil toneladas, que ainda vão ficar abaixo das 10 mil toneladas vendidas em 2019.

Mesma expectativa que é compartilhada por Ubiracy Fonsêca, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab). Ele acredita que “com a flexibilização do isolamento e o avanço da vacinação, há uma tendência de que o consumidor volte a presentear com os produtos sua família e amigos na data, algo tão característico desse feriado, que é comemorado com quem mais amamos”.

Consumidores estão fazendo mais contas na hora das compras


Outro ponto a ser levado em consideração é o valor dos alimentos que compõem a refeição de quem mantém a tradição na Semana Santa. Cenoura, bacalhau e outros pescados, vinho, batata, são produtos impactados pela inflação, os vegetais, por exemplo, sofrem alta em decorrência das condições climáticas, por exemplo. 

A pesquisa do Instituto Reclame AQUI ainda mostra que quem está considerando o custo mais elevado esse ano pretende abrir mão da tradição e optar por fazer outras refeições na Páscoa: 53,9%. Já 30,5% planejam deixar de comprar alguns itens apenas.

A saída ainda pode ser recorrer a restaurantes. Mas a opinião unânime é que fugir da inflação não tem sido uma tarefa fácil. 

Fonte: G1 / Yahoo Finanças /Terra / Abras / Abicab / Folha de São Paulo

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