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Contas de início de ano + inflação em alta, é possível ficar em dia?

Pesquisa Reclame AQUI: 75,2% dizem que o orçamento para as contas de início de ano está mais apertado por conta da inflação

Pesquisa Reclame AQUI: 75,2% dizem que o orçamento para as contas de início de ano está mais apertado por conta da inflação

Não dá para negar: a inflação está pesando no bolso dos brasileiros na hora de pagar as contas de início de ano. Uma pesquisa aplicada pelo Instituto Reclame AQUI, no site do Reclame AQUI, de 17 a 19 de janeiro de 2022, com mais de 11 mil consumidores, dá um panorama do início do ano dos brasileiros em relação aos compromissos habituais dessa época. Além disso, traz uma mensagem importante: planejamento financeiro é importante demais.

Visto que o peso da inflação sentido nas contas é praticamente unânime – 90,8% dos consumidores confirmam o reflexo no bolso. E 75,2% dizem que o orçamento para essas despesas iniciais está mais apertado na largada de 2022. Inclusive, 64,6% dos consumidores afirmaram que as despesas nesse começo de ano foram maiores do que em 2021.

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64,6% dos consumidores disseram na pesquisa que as contas de início de ano estão maiores agora que ano passado

“A inflação corrói o poder de compra”

De acordo com o especialista em gestão de empresas e CFO do Reclame AQUI, Ricardo Miragaia, a pesquisa demonstra que o brasileiro não tem educação financeira, não planeja e não se prepara para os ciclos orçamentários de tributos anuais. Tanto é que quase 48% não fizeram projeções sobre o tema e buscam endividamento para suportar as suas obrigações, ou não cumprir, como alguns apontam na pesquisa.

“O ano de 2021 trouxe um agravante para a população, a inflação, que corrói o poder de compra do assalariado e do prestador de serviço autônomo. Por certo, ela é perceptível a todas as classes, tanto que 91,8% dos respondentes da pesquisa sentiram no bolso a inflação. Ela é aterrorizante aos endividados. Tanto que mais de 36% dos consumidores da pesquisa vão acumular mais dívidas, levando a ser inadimplentes em breve”, explica.

Com efeito, Miragaia enxerga um ano de 2022 desafiador para as famílias que estão sendo impactadas pela inflação no poder aquisitivo e pelos juros cada vez maiores para os endividados.

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As contas de início de ano que mais pesam no bolso 

Sobretudo, todo início de ano é a mesma coisa para muita gente. Já termina um ano sabendo o que o espera na entrada do outro. IPVA ( 23,5%), cartão de crédito (21,5%) e IPTU (17,7%) são as despesas que estão no top 3 de contas que mais pesam no orçamento nesta fase. 

Miragaia traz uma realidade, por exemplo, para essas despesas serem apontadas como principais, o caso da gasolina. Ele explica que vem tendo aumento seguido decorrente da desvalorização cambial (+30%), além do aumento do preço do barril no mercado internacional.

“Outro efeito desastroso da inflação foi o aumento do valor do carro usado. Pelos sucessivos aumentos praticados no carro zero devido aos reajustes dos insumos básicos e matéria-prima na fabricação, elevando a régua dos usados que dependo do ano passaram a valorizar em mais de 18% em relação a janeiro de 2021. O efeito foi um aumento direto do IPVA que é calculado sobre o valor médio de venda. E o IPTU vem na mesma esteira com aumento de mais de 10% em relação ao ano anterior, a título de reposição inflacionária”, analisa o CFO. 

E soma-se a isso que “o brasileiro, na sua média, não possui poupança e gasta sempre mais do que seu orçamento permite. Portanto, o gasto com cartão de crédito com juros extorsivos (Juros do parcelamento 10,70 % a.m. 244,45% aa) acaba sendo a única opção de crédito do brasileiro”.

Um cenário que não tem pra onde fugir

Por mais que se queira, não tem jeito de fugir das contas de início de ano, 47,6% afirmam que pagarão as despesas à vista. Enquanto que 45% irão recorrer ao parcelamento.

No entanto, sobre organização e planejamento para vencer as contas, 50% dos participantes da pesquisa afirmaram que já se planejaram financeiramente para entrar 2022. Dessa forma, ficam com “os boletos” em dia e evitam futuras dores de cabeça. E ainda nesse cenário, 63,2% afirmaram que os pagamentos iniciais do ano não se acumularam com dívidas do ano que encerrou. Mas ainda há uma parcela de endividados, conforme aponta a pesquisa. 

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O dinheiro para as contas de início de ano está garantido?

Quando questionados se o dinheiro está garantido para o pagamento,  51,5% disseram que sim, já fizeram a projeção de gastos. Enquanto que 24,3% afirmaram ainda não estar garantido.

Há que se ressaltar que 24,2% irão aderir a linhas de crédito e empréstimos ou recorrer às reservas financeiras (poupança e outras aplicações e investimentos).

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