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Marketing de guerrilha: o que é e como fazer

Em primeiro lugar, você já se surpreendeu com campanhas criativas que viralizaram por aí? Por exemplo: rosquinhas estampadas nas escadas rolantes de um shopping e, no topo, o Homer Simpson com a boca aberta para comer as delícias; faixas de pedestres amarelas para simular batatas fritas; totens com imagens realistas e divertidas em pontos de ônibus e por aí vai. Tudo isso faz parte da estratégia de marketing de guerrilha.

De modo geral, as campanhas do tipo têm um grande potencial de criar um buzz positivo nas redes sociais devido à pegada inovadora. Sendo assim, você pode alcançar muita gente com ações baratas. Afinal de contas, os próprios consumidores se encarregam de divulgar as ações. Legal, né?

Gostou da ideia e quer saber como usar o marketing de guerrilha a favor da sua marca? Então, continue a leitura porque preparamos um artigo bem completo sobre o tema!

O que é marketing de guerrilha?

Basicamente, o marketing de guerrilha é um tipo de publicidade criativa e não muito convencional usada para divulgar produtos ou serviços.

Podemos até destrinchar um pouco mais o termo para você entender melhor o conceito. Que tal? Vamos começar pelo significado de marketing que nada mais é que um conjunto de estratégias com o objetivo de gerar valor para a marca.

Já a palavra guerrilha é derivada de guerra, que expressa combates de pequeno porte. Aliás, o termo só foi associado ao marketing por causa da Guerra do Vietnã.

Veja bem: os vietnamitas tinham muitas limitações, o que os deixava em desvantagem perante os combatentes americanos. Nesse contexto, eles precisam usar táticas de guerrilha que exigem mais criatividade e jogo de cintura para gerar alto impacto com baixo investimento.

Inspirado pela história de superação, um publicitário norte-americano estabeleceu o conceito de marketing de guerrilha. Ou seja, ao aplicar as estratégias e criar campanhas criativas, pequenas empresas podem brigar de igual para igual com os grandes players do mercado, entende?

Veja também: Estratégias para trabalhar o branding de uma marca.

Marketing de guerrilha x marketing tradicional: qual é a diferença?

Conforme já explicamos ali em cima, o objetivo do marketing é gerar valor para uma marca, produto ou serviço. Nesse escopo, existem diversas estratégias de divulgação, como mídia paga, publicidade nas redes sociais, anúncios em outdoors, propagandas na TV e por aí vai.

Do mesmo modo, o marketing de guerrilha também tem esse mesmo propósito: gerar valor. No entanto, a grande diferença está na abordagem que costuma ser bem mais agressiva. Dessa forma, fica quase impossível de ignorar, sabe?

Vamos imaginar uma situação hipotética para entender melhor? Pois bem, pense na propaganda de um banco. O que chama mais a atenção: uma peça comum veiculada na TV ou um flash mob em locais públicos? Não precisa nem pensar muito para responder, não é mesmo?

O fato é que, muitas vezes, a gente assiste TV no modo automático e nem percebe o que está sendo exibido na tela. Por outro lado, as campanhas mais incisivas e criativas são legais para chamar a atenção do consumidor e engajar.

Mas olha: isso não significa que o marketing de guerrilha é melhor que o marketing digital e outros, viu? Na verdade, ele só tem uma pegada diferente e pode trazer melhores retornos em situações específicas.

Vale a leitura: Marketing de influência — como potencializar seu e-commerce com influenciadores.

Por que investir na estratégia?

Conforme já explicamos, as campanhas de marketing de guerrilha são simples, mas de alto impacto. Imagine, por exemplo, os custos para envelopar um ônibus. Não é muito caro, não é mesmo?

A grande questão aqui é que, se a imagem for bem criativa, será praticamente impossível ignorar a ação. Então, os consumidores que passarem pelo local vão fotografar e publicar nas redes sociais. Moral da história: o marketing de guerrilha tem um alto potencial de viralização.

Além disso, as ações são bem mais focadas em experiência, sabe? Logo, além de atrair mais consumidores e gerar engajamento, é possível gerar reconhecimento de marca e dar mais visibilidade para a empresa.

Confira mais uma sugestão de leitura: Sua marca pensa na experiência do cliente na hora de atender?

Quais são os principais tipos de marketing de guerrilha?

De antemão, já vamos avisar que existem infinitas opções de marketing de guerrilha. Por exemplo: é possível apostar em ações em locais públicos, praças de alimentação, estabelecimentos comerciais, internet e por aí vai. O importante mesmo é que a campanha seja criativa e envolvente.

Para explicar melhor como funciona a estratégia, vamos mostrar, a seguir, os principais tipos de marketing de guerrilha e trazer alguns cases de sucesso. Olha só!

Ao ar livre

O nome é bem autoexplicativo, não é mesmo? Brincadeiras à parte, o marketing de guerrilha ao ar livre é feito em locais abertos com grande circulação de pessoas. Por exemplo: praças, parques, vias públicas etc.

Esse tipo de ação é legal porque chama a atenção de quem passa pelo local. Muitos vão até tirar o celular do bolso, filmar ou fotografar para compartilhar a experiência nas redes sociais.

Além disso, a própria empresa pode filmar a ação secretamente para usá-las em campanhas na internet. Quer um exemplo prático de marketing de guerrilha ao ar livre? Pois bem, a seguir explicamos sobre uma campanha da TNT — canal de TV por assinatura.

Case de sucesso TNT: sua dose diária de drama

A TNT promoveu uma ação bem legal na Bélgica, em uma cidade no interior. O local mais pacato foi escolhido porque, como em lugares assim não acontecem coisas extraordinárias com frequência, o desfecho da ação seria mais surpreendente. Em seguida, você entenderá o porquê.

Funcionou mais ou menos assim: um grande botão com a orientação “pressione para adicionar drama” foi instalado na esquina de uma via pública bem movimentada. Só isso já despertou a curiosidade das pessoas que passavam por lá.

No entanto, o mais legal ainda está por vir. Ao pressionar o botão, uma cena começou a rolar ali ao vivo. Teve atores simulando tiroteio, brigas, atendimento médico e por aí vai. Tinha até uma moça de lingerie dirigindo uma moto para lá e para cá.

No fim da ação, uma faixa desenrolou do alto de um prédio com a frase: “TNT: sua dose diária de drama”. Impossível uma ação do tipo passar despercebida, não é mesmo? Pois bem, isso é marketing de guerrilha ao ar livre.

Indoor

Ao contrário das campanhas ao ar livre, as ações indoor são executadas em locais fechados, porém, de grande circulação. Por exemplo: shoppings, restaurantes, salas de cinema, entre outros ambientes.

A seguir, vamos mostrar um case de sucesso da Frontline — marca voltada para o mercado pet que comercializa soluções tópicas contra pulgas e carrapatos, como pipetas e sprays desodorizadores.

Case de sucesso Frontline: tire-os de seu cachorro

Tudo começou com a instalação de uma imagem gigantesca no hall central de um shopping na Indonésia. Quem andava por ali não via nada diferente e passeava normalmente sob a imagem.

Por outro lado, quem via a fotografia do segundo piso conseguia identificar a imagem de um cachorro. O interessante é que, visto de cima, as pessoas que andavam sob a imagem pareciam pulgas — por isso, o animal estava se coçando.

Mais: ao lado da fotografia, era possível ler os dizeres: “Tire-os do seu cachorro”. Isto é, ao usar a solução, o pet ficaria livre das pragas. Legal, né?

Vale a leitura: Pesquisa Reclame AQUI — como compram os donos de pets?

Grandes eventos

Festivais de música, eventos esportivos e até mesmo em produções cinematográficas viram palco de ações de marketing de guerrilha. Nesse contexto, as campanhas podem ser mais discretas — como inserção de produtos de forma natural nas cenas de um filme — ou bem mais agressivas, como as que vamos mostrar logo abaixo.

Case de sucesso Oprah’s: flash mob com Black Eyed Peas

O evento de lançamento da 24ª temporada do programa de TV da Oprah Winfrey— famosa apresentadora americana — teve uma participação especial do grupo Black Eyed Peas. O show aconteceu em Chicago, nos Estados Unidos, e contou com a presença de cerca de 21 mil pessoas.

Os cantores foram chamados ao palco para cantar uma versão da música “I gotta feeling” adaptada para a ocasião. Daí, o flash mob começou.

Primeiro, uma única fã dançava de frente ao palco e o resto da multidão ficava quieta. No decorrer da música, a ação foi escalando com a adesão de mais uma parcela da plateia até o público inteiro engajar com a coreografia. A apresentadora não sabia de nada e ficou surpreendida com um dos maiores flash mobs da história.

Veja também: Case Boca Rosa — estratégias de marketing que funcionam.

Interativo

Veja bem: o marketing de guerrilha interativo tem um grande potencial de engajamento porque exige que o público interaja com a ação de alguma forma. Aquela ação da TNT que explicamos por aqui, por exemplo, também pode entrar na categoria interativa porque exige uma ação do público para começar.

De toda forma, trouxemos o exemplo do BIS — aquele biscoito de wafer coberto de chocolate — que engajou estudantes de uma faculdade de São Paulo.

Case de sucesso BIS: Zuêra Machine

Em primeiro lugar, foi instalada uma máquina automática de BIS em uma faculdade particular em São Paulo.

No entanto, em vez de pagar pelos chocolates, os estudantes precisam interagir com a máquina para ganhar os doces de graça. Mas não pense que era tão fácil assim, viu?

Batizada de “Zuêra Machine”, a máquina era comandada por um humorista que lançava desafios para liberar os benefícios. Teve brincadeira de morto-vivo, imitação de animais, trava-língua, danças e diversas outras brincadeiras que arrancaram risadas de quem passava por lá.

Ufa! Viu só quantas possibilidades para o marketing de guerrilha? Nesse contexto, vale ressaltar que a criatividade é a base das campanhas. Aliás, é justamente por isso que tem um grande potencial de viralização.

Saiba mais: Economia criativa — um guia completo para a sua empresa.

Afinal, como fazer marketing de guerrilha?

Se você chegou até aqui, já se convenceu que investir em marketing de guerrilha é uma boa oportunidade para alavancar a sua marca gastando pouco, não é mesmo?

Então, chegou a hora de entender, na prática, como usar o marketing de guerrilha a favor da sua empresa. A seguir, vamos dar algumas dicas nesse sentido. Veja só!

Conheça o seu público

Gostamos muito de bater nessa tecla porque esse conhecimento é fundamental para nortear todas as ações da empresa, inclusive do marketing de guerrilha. Afinal de contas, ao estudar o comportamento do consumidor, é possível identificar hábitos de consumo, tom de voz, canais preferenciais etc.

Pensa bem: não faz sentido para uma marca com uma pegada mais séria investir em ações semelhantes àquela do bis, entende? Na verdade, essa falta de alinhamento entre a campanha e os propósitos da marca podem prejudicar a reputação do negócio, em vez de ajudar.

Sendo assim, comece o planejamento pelo estudo de comportamento do consumidor. Nesse contexto, também vale criar uma persona — personagem semi fictício que representa o seu cliente ideal — para aumentar a eficiência das campanhas.

Vale a pena conferir: Você conhece as principais mudanças no comportamento do consumidor?

Use a criatividade

Em primeiro lugar, você se lembra dos cases de sucesso que mostramos ali em cima? Pois bem, nada de copiar aquelas estratégias, viu? Se o consumidor já viu ações do tipo, elas deixam de ser surpreendentes, entende?

Assim sendo, é fundamental usar a criatividade para criar campanhas autênticas e envolventes, pois isso será determinante para o sucesso da ação. Além disso, é legal pensar em recursos interativos para aumentar o engajamento.

De toda forma, vale lembrar que qualquer ação de marketing de guerrilha desperta sensações no consumidor. Então, a campanha precisa ser muito bem pensada para que ela desperte sentimentos bons e criem memórias positivas na mente do cliente.

E olha: não se esqueça de planejar e acompanhar a execução nos mínimos detalhes, viu? Se você pretender fazer um flash mob, por exemplo, as coreografias precisam ser muito bem ensaiadas. Além do mais, é necessário manter sigilo para garantir a surpresa.

Avalie os resultados

A gente sabe que mensurar os resultados do marketing boca a boca não é nada fácil. Mas a grande questão é que, apesar da dificuldade, é fundamental fazer esse balanço. Isso porque o resultado mostra se vale a pena investir em ações do tipo e pode até gerar ideias para as próximas estratégias.

Nesse contexto, é legal acompanhar métricas, KPIs, fazer estudos etc. No meio digital, esse processo é até mais fácil porque existem ferramentas especializadas para monitorar as menções à marca nas redes e gerar insights para o negócio.

Saiba mais: O que é, como fazer e qual é a importância do social listening?

Concluindo: o marketing de guerrilha é uma estratégia bem legal para gerar um buzz positivo para sua marca, mas sem gastar muito. No entanto, lembre-se de planejar muito bem as ações e atentar aos sentimentos que a estratégia pode despertar, combinado?

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