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Pesquisa: para economizar, quase 7 em 10 vão reaproveitar material escolar em 2022

Levantamento mostra que consumidores estão dispostos a pechinchar nas compras

Uma das primeiras despesas de início de ano para os pais é a compra de material escolar. E como será que eles estão se preparando em 2022, com a inflação apertando o orçamento das famílias ainda mais?

A mais recente pesquisa do Instituto Reclame AQUI tentou entender como vão ser esses gastos com material escolar agora. O questionário foi aplicado no site do Reclame AQUI com 13.131 pessoas, entre os dias 10 e 12 de janeiro de 2022

Logo de cara se percebe que o brasileiro mantém a tendência de deixar para a última hora certas compras obrigatórias. Isso porque 78,6% dos respondentes disseram que ainda não compraram os materiais escolares para 2022. Apenas 21,4% já adquiriram esses produtos.

Edu Neves, CEO do Reclame AQUI, avalia que isso indica que o consumidor ainda está em um momento de ponderação. “Em um ano de inflação alta e salários achatados, esse é um comportamento bem comum de quando você tem esperança de fazer uma compra melhor. Ou então seu orçamento não está dando pra você antecipar os gastos”.

Pechinchando o material escolar

Pois é, não é novidade para ninguém que em 2021 a inflação foi para as alturas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o último ano com uma alta de 10,06%. Já sentindo esses efeitos no bolso, o consumidor só pensa em formas de economizar.

Por isso, em relação à lista de materiais enviada pelas escolas, a maioria usa apenas como referência e compra as marcas e produtos que consegue (44,3%). Já outra parcela significativa (33,2%) não usa a lista enviada pela escola e compra somente o necessário. Por outro lado, 22,5% seguem à risca o que é pedido pela instituição de ensino.

Ainda mostrando uma tendência de economia na compra desses produtos, a maior parcela, 68,2%, afirma que vai reaproveitar itens da lista de materiais do ano passado. Enquanto isso, 31,8% dizem que não vão precisar utilizar novamente.

Entre aqueles que decidiram repetir materiais escolares, os itens mais reaproveitados são: estojo (16,3%), réguas/compasso (15,2%), lápis coloridos/canetinhas (15,1%), canetas (14,7%) e uniforme (12,8%).

De acordo com Neves, essas escolhas têm um motivo: “O principal aí que não é reaproveitado são os livros, porque provavelmente o aluno está mudando de ano, e uniforme, porque criança cresce. As pessoas só não vão reaproveitar aquilo que realmente não conseguirem. Isso mostra essa necessidade de economizar imensa.” 

Esse contexto de contenção de gastos é reforçado quando vemos que boa parte pretende gastar até R$ 300: 63,3%. Ainda assim, a inflação faz com que 47% acreditem que vão gastar mais este ano que em 2021. Além disso, os respondentes dizem que o que vai pesar mais na conta vai ser a compra de livros didáticos (46,6%), seguidos de uniforme (29,3%).

Leia também: Pesquisa – Eventos voltam a acontecer, mas maioria ainda não está aderindo

Outros comportamentos

A pandemia acabou provocando um processo de aceleração na digitalização de parte das escolas brasileiras, mas isso ainda não é uma realidade para todos. As respostas foram bastante divididas quando os participantes responderam se esse cenário mais virtual das aulas diminuiu os gastos com material escolar. Para 50,8%, houve redução de custos; já 49,2% disseram que não economizaram mais por conta disso.

Ao contrário de outros setores do comércio, os materiais escolares ainda estão muito associados a compras presenciais. 51% afirmaram que vão adquirir os produtos em lojas físicas

Muitas pessoas buscam adquirir livros, uniformes e outros itens de segunda mão, e muitas vezes isso só é possível em estabelecimentos comerciais de rua. Apenas 13,6% dizem que vão comprar online, e 35,4% pretendem comprar em lojas físicas e e-commerces.

Em relação a esse comportamento, Edu Neves destaca: “Se olharmos quem declarou que vai comprar integralmente a lista de materiais, a gente percebe que o percentual coincide bem próximo com quem vai comprar online.” 

Ele continua: “A compra física tem muito a ver com a capacidade de escolher alternativas. Porque as pessoas precisam ver o material, pegar na mão, antes de comprar. Então apesar dessa crise toda, pode ser uma oportunidade para os lojistas físicos.”

Por fim, a opção de pagamento mostra-se bastante dividida. 51,6% pretendem parcelar as compras de material escolar, enquanto 48,4% vão pagar à vista.

Pesquisa mostra que consumidores vão tentar economizar com material escolar
Quase 7 em 10 pretendem reaproveitar material escolar de 2021

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