Reclame AQUI e Banco Mercantil orientam sobre como identificar os sinais de golpe. Saiba como fugir das armadilhas e aproveitar o Natal sem prejuízos
Dezembro traz uma combinação única no calendário brasileiro: com o Natal chegando e a segunda parcela do 13º salário caindo na conta, o fim de ano, pra muita gente, é o momento de alívio financeiro.
No entanto, o dinheiro extra também chama atenção para os golpes. Nesse contexto, o público 50+ se torna um alvo predileto, não por ingenuidade, mas por possuir estabilidade financeira, relacionamento duradouro com as instituições bancárias e acesso a crédito pré-aprovado.
Para garantir que o seu dinheiro fique no seu bolso e longe de perigos, o Reclame AQUI se juntou ao Banco Mercantil para criar um guia exclusivo.
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Por que os golpes ficaram mais perigosos?
Os golpes estão mais perigosos porque os criminosos passaram a usar técnicas avançadas de engenharia social. O Reclame AQUI monitora esse movimento e alerta: a tecnologia agora é usada para dar credibilidade à fraude, o que exige atenção redobrada do consumidor.
É assim que o Golpe 3.0 ganha força. Impulsionado pelo uso da Inteligência Artificial (IA), as mensagens, ligações e sites falsos se tornaram extremamente realistas e difíceis de identificar.
Segundo Fernando Bousso, Sócio de Direito Digital e Proteção de Dados no escritório Baptista Luz Advogados:
“A IA amplia a escala e a sofisticação dos golpes, mas a natureza jurídica do crime permanece a mesma: trata-se de fraude praticada por quem manipula tecnologia para enganar terceiros. As plataformas de IA devem atuar de forma colaborativa com as autoridades, mas juridicamente a responsabilidade principal recai sobre o agente que utiliza a tecnologia com intenção fraudulenta.”
7 golpes que miram o público 50+ no Natal
Para esse guia, o Banco Mercantil mapeou as táticas mais usadas pelos criminosos contra o público 50+.
O que todos esses golpes têm em comum? O golpista precisa que você valide a fraude, seja entregando a senha, fazendo um PIX ou clicando onde não deve. Confira os detalhes de cada golpe:
1. Golpe do site falso
O criminoso cria uma cópia idêntica do site de uma grande loja, com as mesmas fontes e logotipos. O detalhe está na URL com pequenas alterações que passam despercebidas.
Para ganhar alcance, esses sites são patrocinados por anúncios nas redes sociais com ofertas muito baixas, por exemplo, como uma Smart TV pela metade do preço.
Ao clicar no anúncio, você navega em um ambiente que parece seguro. Porém, na hora de pagar, na maioria das vezes, essas supostas lojas aceitam apenas o pagamento via PIX. Acontece que o destinatário do dinheiro não é a loja oficial (CNPJ), mas sim uma pessoa física (CPF) ou uma empresa com nome estranho.
Um mapeamento da área de Prevenção a Fraudes do Banco Mercantil, aponta que esse tipo de golpe tem ampliado também a demanda por suporte aos clientes.
“Muitos consumidores só percebem o golpe depois que a transação é concluída, o que eleva o volume de análises e solicitações recebidas pelas instituições”, destaca Lívia Silva, gerente de Prevenção a Fraude do Mercantil.
2. Golpe do falso advogado
Nesse caso, o golpista monitora processos públicos na internet para obter dados reais das vítimas. Dessa forma, é feito um contato via WhatsApp por uma pessoa se passando, de forma enganosa, por um advogado ou oficial de justiça.
Esse contato simula uma conversa a ser realizada a respeito de algum processo judicial que o cliente já possui. O golpista diz que a vítima já ganhou o processo e que para liberar o valor da causa, é preciso fazer o pagamento via PIX imediatamente. Ao pagar a taxa, o suposto advogado bloqueia seu número.
3. Golpe do falso presente
Nesta época do ano, esse golpe mistura emoção com oportunidade. Um entregador chega na sua casa com um presente (flores, chocolate ou cesta de Natal) que você não estava esperando. É solicitado o pagamento de uma ”taxa de entrega” que só aceita cartão.
O visor da maquininha está quebrado ou com reflexo forte (fita adesiva), impedindo a leitura. Dessa forma, ele diz que a taxa é R$ 5,00, mas na hora de passar o cartão, o valor cobrado é R$ 5.000,00.
E ainda, desconfie se o entregador pedir seus documentos de identificação ou pedir uma foto com o presente para comprovar a entrega, não deixe ser fotografado e não forneça nenhum documento para ele tirar foto.
4. Golpe da revisão do 13º salário dos aposentados
Você recebe uma mensagem dizendo que houve um “erro de cálculo” no seu benefício e que há um valor retroativo para receber. Para corrigir o possível erro, é enviado um link que leva para uma página falsa idêntica ao “Meu INSS” ou “Gov.br”.
Neste caso, o objetivo é que o golpista consiga o seu login e senha. Com esses dados, é possível contratar empréstimos consignados em seu nome, que serão descontados da sua aposentadoria.
5. A Falsa Central 135 (prova de vida)
O criminoso usa tecnologia para mascarar o número do telefone, fazendo aparecer “INSS” ou seu banco. O suposto atendente diz que seu benefício foi bloqueado por falta de Prova de Vida.
Para regularizar e não perder o pagamento, ele pede que você confirme os dados e envie uma foto do rosto (selfie) pelo WhatsApp. No entanto, eles usam essa foto para burlar a biometria facial dos aplicativos bancários e contratar empréstimos consignados no seu nome sem o seu consentimento. Além disso, não compartilhe a tela do seu celular se ele pedir para fazer algum aceite ou prova de vida no aplicativo do banco.
6. O “familiar” com número novo
O golpista pega a foto do seu filho ou neto nas redes sociais e cria um WhatsApp com um número novo. A mensagem segue um roteiro padrão: “Troquei de número, salva o novo aí. O antigo quebrou”
Após uma breve conversa para ganhar confiança, dizem que o aplicativo do banco ainda não foi instalado no celular novo e pedem um PIX urgente para pagar uma conta, prometendo devolver no dia seguinte.
7. Imagens de “Feliz Natal” no WhatsApp
Neste caso, são enviados arquivos que parecem ser apenas mais uma imagem bonita ou um GIF animado. A armadilha está no formato do arquivo, enquanto fotos normais são JPG ou PNG, os golpistas enviam arquivos SVG.
Diferente de uma foto comum, o arquivo SVG permite que o criminoso esconda um script malicioso dentro da “imagem”.
Ao abrir a imagem, o código oculto é executado pelo navegador do seu celular. Dessa forma, é feito um redirecionamento para um site falso. Geralmente, essa página imita a tela de login do seu banco ou pede dados para resgatar um suposto “prêmio de Natal”.
Esse guia foi produzido em colaboração com o Banco Mercantil. Confira mais dicas de segurança no Blog do Mercantil.
Confira as dicas exclusivas para não cair em cilada:
Ao longo do ano, o Reclame AQUI acompanhou relatos de consumidores que sofreram prejuízos financeiros. Na maioria dos casos, os criminosos usam medo, urgência e falsas promessas para induzir decisões rápidas.
Por isso, alguns cuidados funcionam muito, especialmente agora, com o 13º salário na conta e as compras de Natal.
Verifique a reputação da loja antes da compra
Antes de gastar seu 13º, a pesquisa é obrigatória. Lembre-se que os sites falsos são criados de manhã e saem do ar à noite, por isso eles não têm histórico.
Jogue o nome da loja no Reclame AQUI e, se houver muitas reclamações recentes de golpe ou falta de resposta, não compre.
Além disso, se você recebeu uma promoção “imperdível”, copie o link da oferta e cole no Detector de Site Confiável do Reclame AQUI. A ferramenta ajuda a descobrir se é uma cilada antes mesmo de você abrir o site e compartilhar seus dados.
Vale a leitura: Quer comprar com mais segurança? Veja como entrar no Reclame AQUI e use a confiança a seu favor
Desconfie de quem pede seus dados
É fundamental entender que os bancos não solicitam senha, token, código de verificação (SMS) ou selfie por telefone e WhatsApp.
Se alguém fizer esse pedido, trate como golpe na hora, mesmo que a pessoa pareça bem informada, fale difícil ou use o nome da instituição. A regra é clara: nunca entregue sua senha ou códigos de segurança na mão de terceiros.
Cuidado redobrado na hora de fazer pagamentos
Antes de digitar sua senha para confirmar um PIX ou pagar um boleto, pare e leia o nome de quem vai receber o dinheiro, o beneficiário.
Quando você está comprando em uma loja, o destinatário tem que ser a razão social da empresa (CNPJ). Se aparecer o nome de uma pessoa física (CPF) ou de uma empresa desconhecida, cancele a operação na hora.
Esse cuidado também vale para evitar o golpe do falso advogado. É importante saber que os custos judiciais são pagos via boleto oficial, nunca via PIX para CPF de terceiros. Na dúvida, desligue e ligue para o escritório do seu advogado no número fixo que você já possui.
Vale a leitura: Recebeu um e-mail suspeito? O Reclame AQUI alerta sobre o golpe da cobrança falsa
Nunca clique em arquivos desconhecidos
Tenha muita atenção com o que chega no seu celular. Arquivos terminados em .SVG, .EXE ou .SCR não são fotos comuns, mas sim códigos que podem instalar malwares no seu dispositivo.
No WhatsApp, fotos legítimas já aparecem abertas ou com uma miniatura visível. Ao receber um arquivo que precisa “baixar para ver” e ele tiver uma extensão estranha, não clique e apague imediatamente!
Vale a leitura: Golpe do WhatsApp dispara arquivo .zip: confira 5 dicas do Reclame AQUI para se proteger
Cuidado com o “senso de urgência”
As mensagens dizendo que “sua conta será bloqueada hoje”, “compre agora ou perca” ou “faça o PIX para evitar multa” são sinais de golpe.
Os golpistas usam a pressa propositalmente para impedir que você pense ou confirme a informação. Se a mensagem exige uma ação urgente demais, pare e respire. Nenhuma instituição cancela contas ou benefícios dessa forma.
Desconfie de presente surpresa
Presentes de Natal surpresa que cobram frete, créditos liberados sem análise ou bônus milagrosos não existem.
Consumidor, fique ligado: presente não tem taxa. Se é um presente, quem enviou já pagou todos os custos. Não aceite pagar nada na porta, principalmente se o entregador estiver apressado, tentando esconder o visor da maquininha ou alegando que o visor está quebrado.
Proteja seu rosto e seus documentos
Suas selfies e fotos de documentos valem muito para os fraudadores, pois são a chave para abrir contas e contratar empréstimos.
É importante sempre desconfiar de pedidos de foto por WhatsApp. O Banco e o INSS possuem canais oficiais e aplicativos próprios para realizar prova de vida ou biometria.
A Prova de Vida digital, por exemplo, é feita apenas dentro do ambiente seguro do aplicativo Gov.br. Isso significa que ninguém, em hipótese alguma, pede selfie por WhatsApp para liberar benefício.
Na dúvida, desligue o telefone ou faça uma chamada de vídeo
Se receber uma ligação suspeita do banco ou da loja, encerre o contato imediatamente. Não retorne a ligação através dos números fornecidos na mensagem ou pelo contato que te ligou.
Busque os canais oficiais no verso do seu cartão ou no aplicativo e ligue você mesmo para confirmar a história. Além disso, nunca compartilhe a tela do seu celular se pedirem para fazer algum aceite ou procedimento, desconfie e desligue a ligação.
Já no caso familiar, se o seu filho ou neto pedir dinheiro urgente alegando estar com um “número novo”, faça uma chamada de vídeo para o novo número. Se a pessoa não atender ou a imagem travar e não aparecer, não faça o PIX.
Caiu no golpe, e agora? O passo a passo para recuperar o dinheiro
Se, mesmo com todos os cuidados, você perceber que foi vítima de um golpe, o mais importante é não se desesperar. Para tentar recuperar o valor, siga este roteiro:
1. Bloqueio Imediato
Assim que perceber o golpe, ligue imediatamente para a central de atendimento do banco. O número correto está sempre no verso do seu cartão.
Peça o bloqueio total da conta e do cartão. Informe que houve uma movimentação suspeita ou fraude. Se tiver acesso ao aplicativo, use a função de bloqueio temporário enquanto liga.
2. Acione o MED se o pagamento foi feito no PIX
O PIX tem um mecanismo de defesa chamado MED (Mecanismo Especial de Devolução), criado pelo Banco Central.
Ao comunicar o banco sobre a fraude, solicite explicitamente a abertura de uma notificação no MED. Quando feito rapidamente, o banco pode bloquear o valor na conta do golpista (se ainda houver saldo lá) e iniciar o processo de devolução. Quanto mais rápido você avisar, maior a chance.
3. Registre o Boletim de Ocorrência
Faça um Boletim de Ocorrência (B.O.). Não é preciso ir até a delegacia; na maioria dos estados, você pode fazer o B.O. Eletrônico pela internet. Detalhe tudo o que aconteceu. Esse documento é essencial para contestar dívidas futuras.
4. Troque as senhas
Se o golpista teve acesso aos seus dados, ele pode tentar entrar novamente. Mude imediatamente a senha do aplicativo do banco e, principalmente, a senha do Gov.br. É pelo Gov.br que os criminosos acessam dados do INSS para tentar empréstimos. Sempre crie senhas fortes e diferentes das anteriores.
5. Faça a contestação de empréstimos
Se o golpe envolveu a contratação de empréstimo consignado ou pessoal que você não autorizou com o B.O. em mãos, entre em contato novamente com o banco e formalize a contestação da dívida por fraude. Se o desconto for em folha, notifique também o INSS através do portal “Meu INSS” para bloquear novos empréstimos.
Neste fim de ano, não conte com a sorte. Aproveite o seu 13º salário com a tranquilidade de quem sabe se proteger. E não se esqueça: consulte o Reclame AQUI para investigar qualquer loja antes de abrir a carteira!
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Este conteúdo é uma parceria editorial entre o Reclame AQUI e o Banco Mercantil.
