A 3ª edição do RA Trust Experience 2020 teve um painel especial, só com mulheres empreendedoras, para falar, é claro, sobre empreendedorismo feminino. Mas não só isso. 

Ana Fontes, Fundadora da Rede Mulher Empreendedora e Instituto RME, mediou o debate com Sónia Lage Lourenço, COO do Portal da Queixa by Consumers Trust, Priscila Gama, Founder & CEO Das Pretas, e Ana Bavon, Sócia Fundadora da B4People. 

Essas quatro mulheres brilhantes discutiram autonomia financeira, liderança feminina, machismo, diversidade nos negócios e muito mais. 

Painel só com mulheres no RA Trust Experience 2020 – Uma conversa sobre o porquê as mulheres empreendedoras só tendem a ganhar cada vez mais espaço

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Os desafios do empreendedorismo feminino

Ana Fontes trouxe para a discussão que existem gatilhos que fazem as mulheres saírem do ambiente corporativo – como assédio moral e sexual -, e migrarem para o empreendedorismo.

Mas, segundo Fontes, existem três principais desafios que as mulheres que querem empreender passam no país. “A diferença de acesso a créditos, a falta de programas de capacitação e o acesso ao mercado. Faltam políticas públicas”, explicou.

“Sou uma mulher negra, periférica, de dreads, tatuada… passo por questões muito delicadas. Quando sento à mesa com outros CEOs, é “só isso” que veem. Sinto muita falta de apoio e suporte”, contou Priscila Gama.

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Gama mostra ainda que existem dados que comprovam que mulheres empreendedoras são muito mais fiéis aos pagamentos de contas, por exemplo, do que os homens. “Mas na hora de resolver os dilemas, não somos chamadas para dialogar”. 

Sónia Lage, direto de Portugal, contou que, mesmo em outro país, as dificuldades são as mesmas. “Ser mulher num mundo digital tão masculino é complicado. É tão difícil entrar em reunião só com eles, porque não prestam atenção ao que temos a falar. Neste momento, temos que nos fazer valer, falar de forma profissional. Temos que nos permitir estar à frente”, encorajou.

“Não adianta falar da gente sem a gente”

Ana Fontes, mediadora do painel, finalizou o debate com um pensamento importante: “Não adianta falar da gente sem a gente. Não adianta construir coisas para a gente sem a gente”, referindo-se aos programas de diversidade de grandes empresas.

As palestrantes discutiram que são necessárias mudanças nas marcas para que cargos negros façam parte do alto escalão, e não só nos cargos de “obviedade”. “Se não, vamos continuar tendo padrões nas pontas das estruturas: elites de homens brancos. E na hora de contratar, será mais do mesmo”, completou Sónia.

“Não tenho medo de dizer não! Construí minha marca do zero e sei o valor dela. Mas quantas empreendedoras não têm essa chance?”, questionou Ana Bavon. Ela destacou ainda que a força precisa ser em conjunto, e que a tendência para o futuro dos conselhos das empresas, dos stakholders, é perceberam que o seu consumo e força de trabalho não é só de uma das partes.

O futuro é movido pelo impacto social e transparente

Sónia fechou sua participação fazendo um apelo para empresas e empreendedores: “Tem que incluir, lutar contra a desigualdade, deixar que as pessoas sejam quem elas são. Não deixar que a pessoa seja notícia pela cor de pele, pelo penteado, ela tem que ser vista pelo seu papel na sociedade”.

Afinal, incluir as pessoas de verdade é fazer com que elas se sintam parte, e não à margem de tudo o que está acontecendo na organização.

Painel de clientes: A importância da boa experiência no processo de venda

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